Para implantar controles na sua operação

Controles são importantes. Eu já disse em outro tópico deste blog, que “Só conhece quem mede”. Essa é uma frase recorrente sempre que o assunto é gerenciamento.

No entanto, é preciso saber controlar ou você criará uma burocracia infernal com resultados talvez inócuos e conhecimento zero.

Porisso verifique se os seus controles atendem aos requisitos abaixo:

validade
A medida fornece acompanhamento das necessidades verdadeiras dos clientes ou da produtividade real?;

cobertura
A medida ou grupo de medidas cobre todos os fatores relevantes?;

comparabilidade
A medida pode ser comparada ao longo do tempo e em diferentes locais?;

abrangência
Todos os recursos que geram um output são cobertos pelas medidas?;

utilidade
A medida serve para guiar ações, sejam corretivas ou de planejamento?;

compatibilidade
A medida é compatível com os dados disponíveis e com o fluxo de informações?;

custo/benefício
O custo de se obter a medida compensa os benefícios potenciais?.

Pombos são uma praga

Na minha opinião, pombos são uma espécie de ratos alados. Apesar da carinha simpática, eles são até mais difíceis de controlar do que estes.

Em armazéns e depósitos são uma infestação desagradabilíssima e se o local armazenar produtos de consumo humano a coisa fica realmente feia, pois ao mesmo tempo que esses produtos lhes proporcionam alimentos, ocorrem os problemas de contaminação pelos seus dejetos com a possibilidade de variadas doenças, tais como a criptococose, a psitacose, a toxoplasmose e a salmonelose. Há vários casos sérios documentados sobre doenças transmitidas por pombos, de modo que é um assunto que não deve ser negligenciado.

A maior dificuldade de controle reside no fato de que, dependendo do tamanho da área e do sistema construtivo, é virtualmente impossível vedar todas as aberturas por onde as aves entram. Essa, sem dúvida, é a solução definitiva.
Soluções que normalmente são eficazes em pequena escala como géis grudentos, são inviáveis quando temos muitas tesouras no telhado, longarinas de porta-páletes e outros poleiros eventuais.

Uma solução que eu já vi que funciona com razoável eficiência é estender fios com fitas plásticas aluminizadas, dessas usadas por lojas de automóveis. Isso parece confundir as aves mas não sei se elas não se acostumam com a poluição visual. O maior inconveniente é que o armazém fica parecendo uma revenda de automóveis.

Uma outra solução que eu vi em www.pragas.com.br/noticias/destaques/pombos_controle.php é pulverizar uma ou duas vezes por semana, os locais onde os pombos pousam com uma solução de formol a 10% em água. Creio que usar essa solução também precisa do aval de algum profissional da área da saúde, porque o formol é uma substância bastante agressiva aos seres humanos.

Diz a lenda, que os pombos não suportam o cheiro de naftalina. Então, espalhar umas bolotas nos locais de descanso dos pombos também poderia ser uma solução interessante.

Cercas elétricas com pequenos intervalos entre os fios, prender fios de nylon (de pesca), bem esticados, a uns 10 cm acima dos locais de pouso, impedem que as aves pousem nestes locais.

Enfim, esse não é um problema de fácil solução, mas ao primeiro sinal de infestação alguma providência deverá ser tomada para evitar que as aves acabem gostando do ambiente e nidificando dentro de suas instalações.

crédito da imagem: photo © MIROSLAV VAJDIĆ for openphoto.net CC:Attribution-ShareAlike

Notas sobre o sucesso

Desde 1984, realiza-se nos Estados Unidos um evento chamado TED (de Tecnologia, Entretenimento, Design) que tem como missão espalhar idéias de valor entre os participantes.
Hoje em dia, é realizado em vários lugares do mundo e não se limita apenas às 3 áreas originais. No Brasil, o Ricardo Jordão da BizRevolution promoveu um evento semelhante em Março, que ele chamou de EPICENTRO.
O que está no link é um vídeo de 3 minutos em que Richard St. John, da empresa de marketing St. John group delineia o que ele chama de 8 passos para o sucesso. A palestra dele é um fantástico exemplo de concisão e é bastante inspiradora.

Entre outras coisas eu posso destacar:

  • O que tiver de fazer, faça com paixão;
  • Tenha determinação;
  • Seja o melhor naquilo que se propõe a fazer;
  • Persista (mesmo diante das falhas e de outras “merdas”;
  • etc…

Embora disponível no link, para os mais preguiçosos, leia abaixo a transcrição:

Esta é uma apresentacão de 2 horas que eu dou a estudantes, condensada em 3 minutos. Tudo comecou num avião, voando rumo a uma TED, sete anos atrás. Sentada ao meu lado estava uma estudante secundarista, uma adolescente, e ela vinha de uma familia bem pobre Ela queria fazer algo de importante na vida e me fez uma pergunta simples. “O que leva alguém a ter sucesso?” E eu me senti realmente mal, porque eu não consegui dar uma boa resposta à ela. Então, eu sai do avião e vim para a TED. E eu pensei, “Nossa, estou no meio de muita gente bem-sucedida, porque eu não pergunto à eles o que os ajudou a ter sucesso, e ensino isto aos estudantes?” Portanto, aqui estamos, 7 anos e 500 entrevistas depois, e eu vou contar à vocês o que realmente leva ao sucesso, e faz os TEDers bons A primeira coisa é paixão. Freeman Thomas disse, “eu sou movido pela minha paixão”. TEDers fazem as coisas por amor, não por dinheiro. Carol Coletta disse, “eu pagaria a uma pessoa para fazer o que eu faço” E o interessante é que se você faz as coisas por amor, o dinheirovem junto “Trabalho!”, me disse o Rupert Murdoch. “No final, é trabalho duro, sempre” “Nada vem facilmente, mas eu me divirto muito”. Ele disse diversão? O Rupert? Sim! Os TEDers se divertem trabalhando. E trabalham duro. Eu me dei conta, eles não são viciados em trabalho. Eles são brincalhões no seu trabalho. Alex Garden diz “Bom! Para ter sucesso você tem que enfiar o nariz em alguma coisa, e se tornar extraordinariamente bom nela” Não há mágica. É praticar, praticar, praticar E manter o foco. Norman Jewison me disse, “eu acho que tem a ver com se focar em uma coisa” E se esforçar! David Gallo disse, “esforce-se, fisicamente, mentalmente, você tem que se esforçar, se esforçar, se esforçar” Você te que se esforçar contra a timidez e a insegurança Goldie Hawn disse, “eu sempre tive inseguranças, de que eu não era boa o suficiente, esperta o suficiente, e eu não achava que eu ia chegar lá”. Mas não é fácil ficar sempre se esforçando, e é por isto que inventaram as mães Frank Gehry me disse, “A minha mãe me estimulava” Servir! Sherwin Nuland disse, “é um privilégio servir, como médico”. Um monte de garotos dizem que querem ser milionários e a primeira coisa que eu digo à eles é, “OK, mas você não deve querer só para você, você tem que dar aos aos outros algo de valor, Porque é assim que as pessoas ficam realmente ricas”. Idéias. O TEDer Bill Gates disse, “eu tinha uma idéia- – fundar a primeira empresa de programas para micro-computadores”. Eu diria que esta foi uma ótima idéia E não há mágica na criatividade para ter estas idéias, é so ir fazendo umas coisas bem simples. Eu dou um monte de provas disto. Persistir. Joe Kraus disse, “Peristência é a razão número um para o sucesso”. Você tem que persistir quando falha, Persistir em meio a merda! O que , é claro, significa: “criticas, rejeição, babacas e pressão”. -risadas- A grande resposta à esta questão é simples: Pague 4000 dólares e venha à TED Se isto não der certo, faça as 8 coisas- e confie em mim- estas são as oito grandes coisas que levam ao sucesso. Muito obrigado, TEDsters, pelas entrevistas!

Vale a pena pesquisar também as outras palestras. Há coisas surpreendentes para reflexão.

Idéias de baixo custo para melhorar o uso de seu espaço de armazenagem

Frequentemente sou questionado por gerentes de armazéns congestionados, sobre como fazer para ganhar algum fôlego.

O congestionamento nos armazéns ocorre muitas vezes por um excesso de compras, ou porque as vendas não alcançaram as metas, bem como para fazer frente a um pico sazonal. No entanto, e quase sempre, embora congestionados nem sempre a ocupação volumétrica é boa nesses locais.

Se você está com problemas desse tipo, antes de pensar em trocar de armazém, ou contratar mais área, comece por aproveitar as oportunidades de melhorias pequenas e de baixo custo, que com certeza não exigirão muito esforço ou investimento, mas que poderão resultar num bocado de ganho de espaço:

  • Reavalie seus padrões de paletização. Qualquer desperdício da superfície ou volume do pálete, é também um desperdício do seu espaço de armazenagem. Assegure-se que os seus padrões de paletização, são de fato os mais eficientes verificando se há possibilidade de rearranjar fisicamente as caixas nas camadas. Veja também se suas caixas podem ser paletizadas pela sua lateral ao invés de pela base. Isso poderá resultar num expressivo ganho de caixas por pálete. Existe uma técnica específica para não sobrecarregar as caixas empilhadas lateralmente. A Clínica Logística www.clinicalogistica.com.br poderá auxiliá-lo na melhoria desses padrões.
  • Além disso, o modo como você armazena seus páletes tem um profundo impacto sobre a utilização de seu espaço. Por exemplo:. Quanto espaço livre existe entre o topo dos seus páletes e a próxima longarina do porta-pálete, além daquele estritamente necessária para a manobra segura da empilhadeira?
  • Considere o melhor aproveitamento do pé-direito. Em minhas consultas, já vi casos em que foi possível ganhar um nível adicional nos porta-páletes, apenas adequando os padrões de paletização e as alturas dos nichos dos porta-páletes.
  • Elimine materiais desnecessários. Um armazém é uma verdadeira “curva de rio” para itens que ninguém sabe o que fazer com eles. Vão se acumulando sem dó! Gerentes de armazém tem sido incumbidos de armazenar equipamentos velhos, arquivo morto, pneus e peças de reposição da frota, e até mesmo decorações natalinas de anos anteriores. Tudo aquilo que não é material ativo, mas que por quaisquer circunstâncias deve ficar no armazém, deve ser segregado em áreas limitadas, tais como junto de pilares, sob escadas, e outras obstruções em que não seja possível armazenar um pálete.
  • Se você não puder encontrar locais desse tipo suficientes para armazenar este tipo de material, sugiro transferi-los para um armazém externo.
    Muitas vezes, os diretores da empresa simplesmente não percebem quais os custos de manter esses itens armazenados até receber a fatura do armazém contratado. Quando vêem o preço, acabam decidindo que os itens não são valiosos o suficiente para mante-los guardados.
  • Encontre espaços “não convencionais” para armazenagem. Use essas áreas para armazenar itens de menos importância. Por exemplo, um amigo meu que é Gerente de um CD, começou a guardar seu estoque de filme stretch sob os transportadores e sob as bancadas da área de embalagem em que são utilizados. Isso resultou na disponibilidade de duas posições pálete sem nenhum custo adicional.
  • Venda seu excedente de inventário. Você prefere recuperar parte de seu custo, ou deixá-lo juntando poeira, tomando espaço, e perdendo qualidade em seu armazém?
  • Com relação ao excesso de estoque relacionado a produtos sazonais, verifique a possibilidade de usar os corredores de seu armazém. Há uma técnica bastante eficiente para isso:
  1. Escolha primeiro um corredor curto ou um fundo de corredor;
  2. Escolha um produto que tenha um grande lote, com datas de validade próximas, bem como que não exijam um controle rígido de FIFO;
  3. Remaneje o estoque desse produto para os porta-páletes do corredor escolhido;
  4. Após ter preenchido todos as posições de porta-páletes, passe a emblocar os demais páletes no corredor até o limite de sobreposição;

Desse modo, esse corredor do seu armazém passa a ser um bloco profundo de armazenagem liberando posições pálete para os demais produtos.

Espero que essas dicas possam contribuir para a melhoria da ocupação de seus armazéns.

O que considerar ao avaliar um prédio para armazém

Revisando minha correspondência, recuperei um conjunto de diretrizes que havia enviado para um cliente na Bahia, que à época estava interessado em comprar ou alugar um prédio para o seu Centro de Distribuição na grande Salvador.

Para facilitar a decisão, o que eu sugiro nesses casos, é estabelecer uma matriz considerando os vários aspectos importantes para o empreendimento, e dar a cada um deles um peso segundo sua importância relativa.

É legal também considerar um grupo para realizar as visitas, de modo que a decisão não seja tomada por um ponto de vista único, tanto no momento de se estabelecer o peso relativo de cada fator, tanto quanto para avaliá-los em cada prédio visitado.

Lista de fatores para compor a matriz de decisão

Uma lista sugerida de parâmetros de avaliação feita na época incluiu:

  • Capacidade para atender a um horizonte mínimo de 5 anos;
  • Facilidade para expansões futuras;
  • Área de estacionamento interna com capacidade para carretas e bi-trens conforme o esperado para a operação;
  • Área de apoio para seu escritório, vendedores, auditório, refeitório, etc…;
  • Área para “show room” (quando necessário);
  • Piso de boa qualidade (resistente e nivelado)e com uma paginação de juntas que interfira o mínimo possível na operação das empilhadeiras;
  • Pé direito mínimo de 8 metros (*) ;
  • Rua de acesso com facilidade de manobra;
  • Aspectos de segurança predial(local seguro, iluminação externa, guaritas, etc…);
  • Aspectos de segurança contra incêndios;
  • Condições de ventilação (trocas de ar por hora);
  • Condições de drenagem do pátio;
  • Vedações contra entrada de pragas;
  • Instalações sanitárias;
  • Instalações elétricas e equipamentos de iluminação adequados;
  • Desnível das docas;
  • Existência de plataformas niveladoras;
  • Frente de docas adequada (quantidade);
  • Existência de câmara refrigerada adequada ou possibilidade de instalação (quando isso for relevante para a operação);
  • Área de apoio para equipamentos (tipo sala para carregador de bateria separada, local para manutenção, etc…);
  • Existência de áreas de apoio para pessoal (vestiários, cantina, espera para motoristas);
  • Facilidade para instalação de porta-páletes (ausência de pilares ou modulação deles no interior do prédio);
  • Piso externo pavimentado (asfalto, concreto, paralelepípedo, etc…);
  • Aproveitamento do terreno (desnível, áreas úmidas, compactação do solo, muros de arrimo, etc…);
  • Dimensões do terreno (relação frente x fundos, irregularidade, etc…);
  • Lei de zoneamento que permita a construção ou utilização de depósitos;
  • Facilidade de acesso (tanto para funcionários, quanto para fornecedores);

Ufa! Pra mim chega! Se lembrarem de mais alguma coisa por favor comentem!

É evidente que nem todos esses fatores serão relevantes para todos os empreendimentos. Aqueles que ao final das discussões do grupo avaliador forem votados como irrelevantes devem ser cortados da matriz.

Conhecendo seus produtos e sua operação

E para balizar os pesos para a pontuação dos fatores acima, é bom conhecer bem, os seus produtos e sua operação, visto que só conhecendo-os perfeitamente você terá condições de escolher um prédio capaz de atender suas necessidades:

  1. Quantidade de SKUs no portfólio hoje;
  2. Previsão sobre o crescimento da quantidade de SKUs nos próximos 5 anos;
  3. Previsão de dias de estoque por família de produto;
  4. Formação de estoque para atendimento sazonal (que produtos ou linhas e que volume);
  5. Quantos SKUs terão volume suficiente (mais que 30 páletes normalmente em estoque) para emblocamento ou Drive-in;
  6. Sua estimativa de necessidade para área refrigerada;
  7. Dias e Horário de recebimento;
  8. Dias e Horário de expedição;
  9. Quantidade de páletes a serem recebidos por dia / semana;
  10. Quantidade de páletes a serem expedidos por dia / semana;
  11. Distribuição esperada de recebimento / expedição nas 4 semanas do mês (tipo semana1=20%, semana2=25%, etc…);
  12. Quanto se poderá esperar de recebimento / expedição num dia de pico;
  13. Quantidade de cargas grandes, médias, e pequenas que os páletes expedidos irão compor (por dia e por semana);
  14. Previsão sobre o percentual de crescimento do negócio nos próximos 5 anos (em volume recebido e expedido);

(*) A questão do pé direito merece uma avaliação complementar. Dependendo do tipo de produtos que será armazenado 8 metros poderá ser suficiente, ou muito pouco. Para o caso em questão esse pé-direito seria o mínimo aceitável.

Bônus por desempenho – Gerente operacional

Um dia desses, respondendo a um amigo sobre como remunerar o desempenho de um Gerente de Logística, acabei listando um punhado de fatores (que eu creio não esgotem o assunto), mas que quero compartilhar aqui.

Eu penso que o Gerente é o responsável primeiro pelo desempenho do seu grupo e de sua operação. Desse modo deve ter influência positiva sobre todo os indicadores de desempenho.

Assim, eu creio que os seguintes índices deveriam compor o seu conjunto de indicadores pessoais de desempenho:

  • Erros de separação;
  • Erros procedentes de clientes;
  • Absenteísmo;
  • Turnover;
  • Acidentes;
  • Disponibilidade de equipamentos;
  • Volume (m³) recebidos (idem para expedidos)per capita;
  • Produtividade no processamento dos pedidos (m³ x hora x homem)

Assim como metas de “Custo operacional total”, Índices de “satisfação dos clientes”, “Pronta resposta” às solicitações, etc…

Portanto para compor um bônus ao Gerente será legal uma métrica que faça um combo entre esses diversos fatores.

É claro que cada um desses parâmetros terá pesos diferentes. Eu privilegiaria as metas de venda, de acuracidade do estoque, de atendimento aos prazos de entrega, e da qualidade (não erros) mas sem esquecer os fatores acima que medem bem o quanto de comprometimento o gerente está conseguindo tirar do seu pessoal.

Você está louco!


Estou terminando de ler o novo livro do Ricardo Semler em português (depois de 18 anos do “Virando a própria mesa”. O cara é genial.
Merece aplausos pela forma como encara a vida e como materializa isso na gestão de suas empresas. Além de ser uma leitura leve e estimulante.
Vale a pena ler! Eu recomendo.

Prometo comentar mais assim que terminá-lo.

Empregados saudáveis custam menos

Um estudo feito nos EUA em 2000 com 47.500 trabalhadores, e que foi financiado entre outros pela Chevron e Marriot, e pelos estados de Michigan e Tenessee, estimou que incríveis 25% dos custos diretos de saúde dos empregadores foram atribuídos a fatores remediáveis nos empregados tais como stress, pressão alta, excesso de peso, colesterol alto, abuso de alcool, alimentação desbalanceada, tabagismo e depressão. Um outro estudo feito em 2006, mostrou que os empregados com os maiores riscos de saúde foram os maiores responsáveis tanto pelo índice de absenteísmo quanto pelas indenizações.

Em outras palavras, trabalhadores saudáveis custam menos – muito menos.

Extraído de:
http://www.forbes.com/2009/06/10/preventative-health-care-entrepreneurs-human-resources-marks.html?partner=smallbusiness_newsletter em 17/6/09

Habilidades do profissional de logística

Em entrevista exclusiva à prestigiada revista Tecnologística de Outubro 08, Walter Zinn, professor de Marketing e Logística da Universidade Estadual de Ohio, discorreu sobre o futuro do profissional de logística. Veja abaixo um excerto em que ele fala sobre os conhecimentos necessários ao bom profissional:

Tecnologística – E com relação aos novos conhecimentos que o profissional de logística e supply chain precisa ter, o que o senhor apontaria?
Zinn – Eu não diria tanto que são novos conhecimentos no sentido de que não existiam antes, mas são novos porque estão sendo agregados à profissão agora. Acho que um profissional de logística hoje tem que ter conhecimento de negociação, tem que conhecer análise financeira, para custear projetos. Também precisa possuir noções de matemática, para poder fazer análises de otimização, de simulação e previsão de vendas – que é muito importante como forma de eliminar redundâncias. Existe ainda todo o aspecto de gerência de projetos, todo o aspecto de lean. Ele deve saber gerenciar processos para a integração do supply chain. Além disso, não vamos nos esquecer das áreas tradicionais: o profissional tem que saber alguma coisa de transporte, de administração de estoques e de armazenagem. No aspecto globalização, deve entender de documentação de importação e exportação. E, cada vez mais, deve ter capacidade de se entender com pessoas de outras culturas. O Brasil sempre fez negócios tradicionalmente com Europa e Estados Unidos, mas agora está começando a negociar com a Ásia, em que as diferenças culturais são muito grandes. Mas o brasileiro, flexível como é, vai lidando com essas coisas. Aliás, esta é mais uma habilidade para acrescentar na nossa lista: a flexibilidade.

Cronometragem de Operações Indiretas – parte 2

Vamos então às etapas da cronometragem:

1. Em primeiro lugar sempre comunique os envolvidos. Nunca faça medição escondido ou sem que os colaboradores saibam que você os está controlando;

2. Antes de iniciar a medição assegure-se que os trabalhadores tenham sido treinados. A medição do trabalho de colaboradores não treinados não refletirá os padrões corretos;

3. Caso o trabalho envolva deslocamentos, então primeiramente plote numa planta do local quais são os caminhos utilizados, a distância entre os pontos de origem e destino, e as condições desse caminho. Veja se é possível simplificar.

• Os deslocamentos exigem uma técnica diferente para a determinação dos tempos envolvidos. Não se preocupe com eles na primeira fase.

4. Observe o trabalho sendo realizado e questione, usando as “palavras mágicas – que, quem, quando, onde, quanto, como“, se não há maneiras de melhorar o método, reduzir o esforço, reduzir as distâncias envolvidas, melhorar a ergonomia dos movimentos, eliminar obstruções, talvez eliminar a própria operação ou parte dela, etc…

5. Reduza a operação a elementos curtos e repetitivos, e que tenham um início e fim bem determinado (um som, um ponto de partida ou chegada, uma ação bem definida (ex.: apertar um determinado botão);

• O uso de elementos curtos permite melhorar o conhecimento do todo e melhorar a avaliação da aplicação do operador.

6. Antes de anotar o tempo do elemento julgue se o operador trabalhou de modo aplicado. Existe um fator em cronoanálise que é chamado “ritmo”. O ritmo permite ao cronoanalista determinar se o operador trabalhou corretamente, se fez “corpo mole” ou se está acima do desempenho normal.

A avaliação do ritmo exige um grande preparo do cronoanalista. Considerando que as operações indiretas tendem a não ser repetitivas, é praticamente impossível se estabelecer “a priori” um padrão de ritmo que sirva como comparação. Desse modo, antes de iniciar a medição, observe a atividade durante vários ciclos e procure estabelecer um critério de pontuação.

• De forma simplista o ritmo poderá ser avaliado usando 1 para o normal, e dividindo as variações por um fator: 0,8 – 0,9 – 1 – 1,1 etc… Atenção: Isso é uma simplificação!

7. Uma vez anotado o ritmo, anote o tempo registrado ao lado – Sempre anote o ritmo em primeiro lugar;

8. Repita a medição de cada elemento pelo menos 30 vezes.

9. Anote se durante a medição ocorreu alguma coisa incomum;

• Se ao longo da medição, alguns poucos registros revelaram algo incomum, mantenha a anotação mas analise posteriormente o descarte da medição incomum. No entanto, se ocorrerem muitas anomalias desse gênero então é bom reanalisar a operação.
Ex.: Durante a realização da tarefa, caiu uma ferramenta. Isso é incomum! Mas se a ferramenta caiu várias vezes, então algo está errado com a operação.

10. Normalize os tempos registrados através do fator de ritmo;

11. Elimine os 10% dos tempos mais baixos e mais altos;

12. Calcule a média e o desvio padrão dos registros remanescentes;

• Verifique (é legal fazer isso graficamente) se a dispersão dos registros é razoavelmente pequena (o que quer dizer desvios padrões pequenos).
• Se a dispersão for grande (curva achatada e desvios padrão grandes) isso significa que não há consistência nos tempos observados. Em outras palavras, a média encontrada não é representativa.
Isso não é um bom sinal. Você poderá aumentar o número de amostras mas se com umas 100 amostras o gráfico não mostrar nenhuma redução na dispersão, então o elemento em si não é consistente. Ou você está cometendo erros demais de avaliação. Reflita sobre isso!

13. No caso de elementos não consistentes, faça um histograma classificando-os do menor para o maior. Isso deixará claro onde os tempos da operação estão concentrados. O histograma ajudará você a identificar graficamente se valerá a pena considerar a média aritmética ou uma outra medida de tendência como por exemplo a mediana ou a moda.

Ao invés de tirar 10% das extremidades, tire 25% das extremidades e calcule novamente a média e o desvio. Isso deve oferecer um resultado mais coerente. Lembre-se que um indicador de que a média é razoavelmente representativa é o fato de se localizar próximo da mediana.

• Normalmente nesses casos, a média resultante é mais baixa do que a anterior. Isso ocorre porque você está eliminando a influência das medições extremas.

14. Agora está na hora de você se preocupar com as tolerâncias.
Durante o trabalho o trabalhador dispende energia e consequentemente se cansa. Quanto maior for o dispêndio de energia, maior o fator de recuperação que será necessário. Esse fator deve multiplicar o tempo médio que foi calculado.

• Existem várias tabelas de fatores de recuperação. Você terá que consultar qual delas é utilizada na sua empresa.

• Ex.: A tabela em uso indica que para as suas condições de trabalho um separador de mercadorias precisa de um fator de recuperação de 18%. Um elemento de seu trabalho foi medido e tem média 5’. O tempo padronizado deverá ser então = 5*1,18 = 5,9’. Isso ocorre porque num instante ele estará trabalhando de modo a fazer a operação em 4’ mas ao longo do período ele vai se cansando e sua capacidade de trabalho vai se reduzindo. Esse fator de recuperação costuma incluir as necessidades pessoais básicas.

15. Uma vez medidos todos os elementos da tarefa, some os tempos normalizados e você terá o padrão para execução.

16. Uma dica para os deslocamentos: Acompanhe o trabalhador em diversos trechos e cronometre o tempo para, digamos, 100 passos.
Daí tire o tempo de um passo. Como você sabe a distância saberá também o comprimento de um passo. Pronto! Estabeleceu um padrão simples e reutilizável.
Para simplificar ainda mais vale a informação: 1 passo de 70cm carregando qualquer objeto ou empurrando um carrinho ou paleteira manual vale 1 segundo.