Segurança em armazéns

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Você sabia que segundo pesquisas americanas levadas à efeito pela OSHA (Occupational Safety and Health Administration), que é o orgão norte americano que cuida da segurança do trabalho, cerca de 80% dos acidentes em armazéns acontecem na área das docas, que via de regra ocupa apenas 20% da área operacional total das instalações.

Segundo a mesma pesquisa, uma das causas mais comuns são os atropelamentos, principalmente quando os carregamentos/descarregamentos são feitos através da entrada da empilhadeira no interior dos veículos.

Para mitigar esse problema e outros tantos de segurança ocupacional, precisamos pensar em termos de como sinalizar de modo inequívoco as áreas mais perigosas, e como prevenir e eliminar as situações de risco, para o que será importante refletir sobre as seguintes afirmativas:

  1. A segurança é sempre Top – Down. Isso significa que começa pelos níveis superiores de sua hierarquia e deve sempre ser mandatória e não apenas sugestões. O credo de uma das empresas que tenho a honra de atender, diz em uma frase algo assim; “Nenhum trabalho é mais importante do que a segurança dos empregados”. Simples assim!
  2. O treinamento dos envolvidos é imprescindível, e isso exige qualidade de material e instrutores capacitados;
  3. É muito importante conhecer como os colaboradores trabalham. Os métodos de trabalho devem ser documentados e padronizados;
  4. Obtenha o envolvimento dos empregados na discussão e avaliação dos riscos, e na busca de soluções;
  5. Aprofunde-se nos conhecimentos de ergonomia e das demais necessidades físicas, metabólicas e psicológicas dos empregados. Essas são variáveis importantes quando o assunto é segurança;
  6. Avalie os riscos de cada atividade, discuta e esquematize os modos de redução desses riscos;
  7. Avalie as condições do armazém e elimine as condições inseguras (sem dó). Isso inclui iluminação, ventilação, ruídos, obstruções, manutenção de equipamentos e muitas outras coisas.
  8. Investigue a fundo as causas dos acidentes e incidentes. Registre, e trace um plano de ação para cada um.  É uma filosofia desse tipo que torna a aviação tão segura, porque cada acidente é tomado como um meio de aprender a lição e aperfeiçoar o processo para que nunca mais aconteça algo parecido;
  9. Mantenha um canal consistente de comunicação entre todos os níveis. Isso envolve feedback;
  10. Crie métricas que avaliem e valorizem a presença de situações seguras. Faça uma gestão positiva e não apenas das circunstâncias de falta de segurança. Incentive a segurança e a produtividade. Premie, torne públicas as boas ações.

O que fazer para melhorar a segurança?

Há inúmeras ações de segurança e prevençao que exigem pequenos investimentos, e muitas vezes investimento algum, mas que contribuirão para a melhoria do ambiente de trabalho. Ações assim passam despercebidas para a maioria dos gerentes e técnicos de segurança.

Que tal considerar:

  • Mastros flexíveis com bandeirolas para que paleteiras e empilhadeiras sejam visíveis acima dos páletes estacionados e possam ser vistas antecipadamente?
  • Sinalização de solo como faixas de pedestres e bloqueios visuais nos cruzamentos?
  • Espelhos convexos nas esquinas?
  • O uso de coletes ou faixas refletivas nos uniformes de seu pessoal (ao transitar pelos corredores dos armazéns)?
  • Estabelecer regras do tipo: Empilhadeira operando = proibida a passagem de pedestres.
  • O uso de formulários para o registro de condições inseguras, incidentes, e sugestões para a melhoria da segurança?
  • Pintura que destaque os pilares e as obstruções inevitáveis?

Participe ativamente do blog: 

Que outras ações de segurança você conhece ou são aplicadas nos armazéns da sua empresa?

Poste seu comentário, compartilhe suas sugestões.  De um “curtir”. Diga que gostou do que leu.

1.     

Qual o nome correto do equipamento?

Que tal reler esta postagem que foi uma das “campeãs de audiência” deste blog?

Estantes ou prateleiras?

Na postagem original, o quadro contendo as definições do dicionário foram perdidas. Por isso eu as estou recuperando aqui.

A ideia desta releitura é refletir um pouco sobre o modo como os equipamentos são chamados, e como isso pode interferir na objetividade da documentação, nos treinamentos e no dia a dia, aumentando a eficiência da comunicação, ou em contrário, contribuindo para situações de insegurança.

Eu já vi o equipamento que em inglês é denominado pallet jack (veja figura ao lado), ser chamado aqui no Brasil, de:

Paleteira, Birigui, Matrim, Transpalete, Transpaleteira, Burrinha, Carrinho, e outros nomes curiosos.

A princípio parece não haver nenhum problema nisso visto que no Brasil não existem nomes normalizados para a maioria dos equipamentos, porém em qualquer processo é muito importante que exista alguma padronização e muita objetividade, visto que isso facilitará em muito a comunicação entre os operadores, as atividades de manutenção, as instruções de segurança e o controle de uso.

Por isso, procure sempre tratar as coisas pelos nomes certos. Uma boa dica é ver como a maioria dos fabricantes se referem a eles.

O que uma mancha de óleo no piso diz sobre o seu ambiente de trabalho?

Um respingo de óleo no piso de seu armazém, não importa o tamanho, deve ser limpo imediatamente, ainda que seja necessário interromper o fluxo de veículos pela via, visto que representa um risco à segurança. E a passagem descuidada de um veículo sobre a mancha irá multiplicar o problema. 

Respingos pequenos  geralmente conseguem ser limpos com uma simples estopa, enquanto que vazamentos maiores podem requerer o uso de algum tipo de absorvente, seguido de uma secagem final e limpeza, razão pela qual é importante dispor de kits absorventes pela área em que transitam seus equipamentos de movimentação e armazenagem.

Se por alguma razão extraordinária, o local não puder ser limpo imediatamente, então deverá ser isolado, embora disso decorra a absorção do líquido pelo concreto com as consequentes manchas e enfraquecimento superficial.

Entretanto, um respingo de óleo nunca é apenas um respingo de óleo. É hora de refletir sobre a qualidade de sua manutenção de equipamentos, e do treinamento do seu pessoal.
a) Suas preventivas estão acontecendo de acordo com o programado?  Por exemplo:
  • Serviços de rotina e lubrificação periódica
  • Inspeções periódicas e revisão do motor e sistemas hidráulicos (mangueiras, conexões)
  • Pequenas manutenções corretivas (troca de peças e consumíveis)
  • Manutenções programadas e reformas de grande porte

b) Você tem certeza que os seus equipamentos estão trabalhando dentro de suas faixas de capacidade?

c) Os seus operadores não estão forçando os sistemas hidráulicos?

Um respingo de óleo, tal qual restos de embalagem no chão, páletes mal arrumados, corredores bloqueados, e tantas outras não conformidades com que deparamos em uma inspeção visual (vejam a minha postagem “Certificado do Paraíso” em que eu já tratei desse assunto), denotam uma moral pobre dos empregados, e acarretam baixa produtividade, danos aos produtos, e podem culminar em acidentes com perda de tempo e prejuízos mais sérios.

Portanto pessoal, mãos à obra na implantação de uma rotina de inspeções visuais em seus armazéns, devidamente acompanhada de um plano de ação para eliminação dos problemas encontrados.  

Se precisar de ajuda, me chame.