Contrate bons escritores

imagem por Chris Greene – www.freeimage.com

Na série de vídeos que estou desenvolvendo, tenho procurado destacar as qualidades de bons analistas, aqueles profissionais que fazem a diferença nos projetos em que se envolvem.

Essa também é uma conversa recorrente com meus alunos, após ter solicitado alguma pesquisa ou leitura, seguida da elaboração de relatórios, quando chegam aqueles textos “enormes” de um ou dois parágrafos e não mais do que 10 linhas.
-Aprendam de uma vez: Escrever é fundamental.

Hoje, dando uma limpada naqueles documentos perdidos em nossos backups, vi o texto abaixo e não poderia deixar de compartilhar, visto que fala exatamente sobre o assunto

Contrate bons escritores:

Se está tentando decidir entre poucas pessoas para preencher uma posição, sempre contrate o melhor escritor. Não importa se essa pessoa é um designer, programador, marketing, vendedor ou o que for, essa habilidade leva a escrever mais efetivamente e concisamente código, design, emails, mensagens instantâneas e mais.
Isso porque ser um bom escritor é mais do que apenas palavras. Bons escritores sabem como se comunicar. Eles tornam as coisas mais fáceis de entender. Eles podem se colocar no lugar dos outros. Eles sabem o que omitir. Eles pensam claramente. E essas são as qualidades que você precisa.

Uma Mente Organizada
Boas habilidades de escrita são um indicador de uma mente organizada que é capaz de arranjar informação e argumentos de uma maneira sistemática e também ajudar (não fazer) outras pessoas a entender as coisas. Isso aparece no código, comunicação pessoal, mensagens instantâneas (para aqueles colaboradores de longa distância) e até esses conceitos exotéricos como profissionalismo e confiança.
 —Dustin J. Mitchell, developer (de Signal vs. Noise)

Escrita Clara leva a Pensamento claro
Escrita clara leva a pensamento claro. Você não sabe o que sabe até tentar expressar esse conhecimento. Boa escrita é em parte uma questão de caráter. Em vez de fazer o que é fácil para você, faça o que é mais fácil para seu leitor.
—Michael A. Covington, professor de ciências da computação da Universidade da Geórgia

fonte do texto: https://signalvnoise.com/archives2/hiring_tip.php

Extra – Entregas via drone: Um vídeo sobre o assunto

Olá

A postagem de hoje mostra um vídeo sobre os testes que a UPS está realizando com a utilização de drones para entregas em áreas rurais.

A drone-equipped UPS van, seen from above. (Photo: UPS)

A ideia é que os drones podem “encurtar” as distâncias e evitar que os veículos de entrega tenham que percorrer milhas e milhas por estradas vicinais para realizar apenas uma entrega, e depois voltar para a estrada principal. No projeto da UPS os drones percorrem automaticamente essas distâncias e encontram-se novamente com o veículo em um outro ponto do trajeto.

Bem interessante.
Se o vídeo não apareceu no espaço acima, veja o vídeo clicando aqui

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Por que você não deve andar pela escada rolante?

image by Vaughan James in www.freeimages.com

A postagem de hoje é uma tradução do artigo que foi postado ontem por Barry Render no OM Blog.
Trata-se de uma abordagem interessante para entender o comportamento das filas, e ainda para compreender a importância do impacto dos componentes de um sistema.
Vamos ao artigo:
O trem para na estação, as portas se abrem e você vai direto para a fila das escadas rolantes. Você se dirige para o lado esquerdo e sobe os degraus, entendendo que está ganhando preciosos segundos e ainda fazendo algum exercício.  
Entretanto, você está, de fato, fazendo uma coisa errada ao ganhar alguma vantagem em detrimento dos outros usuários.  Segundo o “The New York Times” (05 de Abril de 2017), usar a escada rolante ficando em duplas lado a lado nos degraus, é a melhor abordagem, e é mais eficiente se ninguém andar pela escada rolante.
A questão de ficar parado ou andar foi destacada recentemente em Washington, D.C. depois que a Companhia do Metrô local disse que a prática de andar à esquerda pode danificar o mecanismo das escadas rolantes.  Isso foi desmentido pela empresa Otis que as fabrica, que entretanto disse que os passageiros não devem andar nas escadas rolantes por motivo de segurança.

Andar ou permanecer parado não é uma questão nova

O Metrô não é o primeiro operador de transporte de massa que já tentou tratar dessa questão. No ano passado, o “London Underground” (metrô londrino) tentou mudar o comportamento dos passageiros sugerindo que eles permanecessem lado a lado – e não subissem andando.  A empresa concluiu que nas escadas mais altas, o lado esquerdo dos degraus permanece vazio, causando congestionamentos e filas na base das escadas.  Eles fizeram campanhas para que os passageiros ocupassem o espaço vazio nos degraus, ao invés de os deixarem vazios esperando pelos “escaladores”.  Eles descobriram que com passageiros ocupando os degraus em duplas o congestionamento se reduzia em cerca de 30%.
Subir andando pela escada rolante levava 26 segundos comparado com ficar parado, que levava 40 segundos. Entretanto, o “tempo no sistema” – considerado como o tempo total entre: entrar na fila, usar a escada, e sair no piso superior – caia significativamente quando todo mundo permanecia parado.
Quando 40% das pessoas subiam andando, o tempo médio para os que ficavam parados foi de 138 segundos e de 46 segundos para os que subiam pelos degraus. Com todos parados, o tempo médio caiu para 59 segundos.  Para os que subiam andando isso significou uma perda de 13 segundos, mas para os “parados” houve uma melhoria de 79 segundos. O comprimento da fila para a escada rolante caiu de 73 pessoas para 24 pessoas.
A postagem, que é dirigida para professores de Engenharia, termina sugerindo perguntas para os alunos:
  1. Isso aconteceria nos EUA?   E eu ouso perguntar: Isso aconteceria no Brasil?
  2. E pede para que os alunos expliquem o conceito de “tempo no sistema”.
  3. Eu acrescentaria mais uma: A otimização de uma parte, leva à otimização do todo?

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Qual o nome correto do equipamento?

Que tal reler esta postagem que foi uma das “campeãs de audiência” deste blog?

Estantes ou prateleiras?

Na postagem original, o quadro contendo as definições do dicionário foram perdidas. Por isso eu as estou recuperando aqui.

A ideia desta releitura é refletir um pouco sobre o modo como os equipamentos são chamados, e como isso pode interferir na objetividade da documentação, nos treinamentos e no dia a dia, aumentando a eficiência da comunicação, ou em contrário, contribuindo para situações de insegurança.

Eu já vi o equipamento que em inglês é denominado pallet jack (veja figura ao lado), ser chamado aqui no Brasil, de:

Paleteira, Birigui, Matrim, Transpalete, Transpaleteira, Burrinha, Carrinho, e outros nomes curiosos.

A princípio parece não haver nenhum problema nisso visto que no Brasil não existem nomes normalizados para a maioria dos equipamentos, porém em qualquer processo é muito importante que exista alguma padronização e muita objetividade, visto que isso facilitará em muito a comunicação entre os operadores, as atividades de manutenção, as instruções de segurança e o controle de uso.

Por isso, procure sempre tratar as coisas pelos nomes certos. Uma boa dica é ver como a maioria dos fabricantes se referem a eles.

Ferramentas gratuitas para ilustrar seus projetos e apresentações

Muitas vezes precisamos ilustrar um projeto ou apresentação e falta-nos a imagem ou o desenho capaz de comunicar nossa ideia.  Ao invés de recorrer a uma imagem colhida na internet possivelmente violando direitos autorais e nem sempre perfeitamente adequada aos nossos propósitos, aprenda que existem inúmeras ferramentas gratuitas que podem nos salvar nessas horas.
Eu pretendo considerar aqui 3 situações bem definidas: Desenhos de engenharia, Representações tridimensionais; e Fotos ou Ilustrações.
Não vou tratar aqui de diagramas e gráficos que também podem ser construídos através de ferramentas gratuitas, mas uma postagem sobre desse tipo de aplicação ficará para uma outra ocasião. 

Desenhos de engenharia

O mais clássico dos software para esse tipo de desenho é o AutoCAD desenvolvido e comercializado pela AutoDesk, mas cujo valor da licença o torna inviável para usuários eventuais e estudantes.
Entretanto, a AutoDesk disponibiliza versões gratuitas para estudantes em http://www.autodesk.com/education/free-software/featured
Além desse, há também o FreeCAD em http://www.freecadweb.org
Uma situação muito comum em logística é o desenho de layouts de instalações, que podem ser estruturas extremamente complexas. Nesse caso, há múltiplas vantagens na utilização de software no conceito CAD (computer aided design) ao invés de aplicativos voltados à construção de diagramas, ou para desenhos não vetoriais.  As múltiplas ferramentas de produtividade dos CAD os tornam muito práticos para escalar, replicar, desenhar em camadas, e imprimir em formatos ABNT.   De um modo geral não são intuitivos e fáceis de utilizar como um processador de texto; a curva de aprendizagem é longa mas a qualidade final do trabalho compensa o esforço em aprender os seus princípios.

Modeladores tridimensionais

Embora os software de CAD possuam ferramentas 3D, seu uso não é para principiantes.  Aqui eu quero tratar de ferramentas capazes de oferecer resultados com um aprendizado mais rápido.
Na minha opinião o rei dessa categoria é o Sketchup.   
Esse modelador 3D também exige uma curva de aprendizagem para extrair dele todo o seu potencial, embora eu o considere bastante intuitivo e divertido de utilizar.  Mas não se desespere, há centenas de tutoriais disponíveis pela web.  
Uma vantagem adicional é o armazém 3D que funciona em regime de colaboração, e de onde se pode baixar modelos já prontos para aplica-los nos seus próprios.  A imagem ao lado veio de lá.
Graças à sua paleta de cores e texturas, eu o utilizo mais para modelos ilustrativos, detalhando formas e equipamentos por exemplo, mas com ele é possível de se construir modelos tridimensionais extremamente complexos. Você não acreditaria do que a versão paga é capaz de oferecer em termos de texturas.
Uma segunda opção para modelagem 3D é o Wing3D   Eu ainda não o experimentei, mas pelo que vi nos tutoriais, parece poderoso. Dizem que é mais intuitivo do que o Sketchup mas porque utiliza uma técnica de desenho poligonal diferente da utilizada por este, a construção de formas me pareceu um tanto confusa.

Fotos e Ilustrações

Aqui também há várias opções.
Eu utilizo o FreeImages    e o Pixabay    A primeira imagem desta postagem veio do primeiro.
São portais colaborativos com muitas fotos, ilustrações e vídeos mantidos sob licença Creative Commons, em que se pode encontrar dentre os milhares de fotos, ilustrações e vídeos de boa qualidade, aquele que seja a mais adequado para comunicar a sua ideia.  E se você resolver pagar há uma seção de fotos premium.

Há porém um detalhe imprescindível que não pode deixar de ser lembrado: Se você não sabe inglês, desculpe mas você perdeu o bonde.  O único deles que está em português é o Sketchup.

5 dicas sobre “Como se preparar para um inventário geral”

Já estamos no final de Agosto e daqui a 3 meses as empresas que fazem inventários gerais de final de ano deverão estar prontas para realizá-los.
Não vamos discutir nesta postagem as vantagens ou desvantagens desse procedimento, ou a necessidade de realizá-lo. Entretanto, é preciso que uma vez planejado seja realizado com a maior acuracidade já que afeta o resultado anual.
Seguem então 5 dicas fundamentais para um perfeito planejamento dessa atividade, de modo que ao final tenhamos a maior exatidão possível com o menor uso de tempo e recursos da empresa.

1. Pré inventário: 

Para que a contagem física decorre sem nenhuma surpresa é necessário que se faça uma “arrumação” geral, considerando a retirada de materiais estranhos ao estoque, verificação da existência de caixas não identificadas ou com identificação irregular procedendo a regularização, segregação de produtos não conformes para os locais designados, arrumação dos páletes, regularização das camadas de páletes na área de separação. 
Para estoques não paletizados considere a arrumação de pilhas identificando o arranjo dos lastros e regularizando as camadas.
Enfim, trate de organizar as coisas para facilitar a contagem.

2. Use endereços

Se o seu armazém ainda não utiliza um sistema de endereçamento (pode me explicar por que?), estabeleça um sistema e garanta que nenhuma unidade de seu estoque esteja em um local não identificado. Saiba mais sobre endereçamento nessas postagens.

3. Conte por endereços e não por produtos

Dê aos inventariantes uma lista de endereços e não de produtos. Isso automatiza a sequência das contagens e facilita a computação dos resultados, tornando o processo menos dependente das pessoas.

4. Reserve tempo para 3 contagens e mais um pouquinho:  

As duas primeiras contagens devem acontecer em 100% do estoque.  A terceira contagem deverá ocorrer nos casos em que houve divergência entre as duas primeiras. Se ainda assim houver casos de uma terceira divergência, um time de auditores deverá estar a postos para realizar uma quarta e definitiva contagem que irá se sobrepor às realizadas anteriormente.

Só após a consistência das contagens físicas é que o resultado deverá ser comparado aos registros do sistema para os devidos acertos, que sempre deverão ser justificados.

5.Interrompa as operações durante o inventário geral. 

Quando necessário faça uma separação prévia e a baixa de tudo aquilo que deverá ser despachado durante o período de contagem.  Do mesmo modo, não incorpore nenhuma entrada ao estoque físico.  Cuidado também com as diferenças encontradas: Se você reiniciar as operações sem identificar as causas e corrigi-las o problema continuará sem solução.

Por que não inventários cíclicos?

Uma dica geral, independente das 5 acima expostas, é que você passe a considerar a realização de inventários cíclicos. É uma maneira mais rápida e confiável de garantir a acuracidade de seus registros, e permite que eventuais erros venham a ser corrigidos em tempo mais curto.  E sempre liste as causas que foram identificadas como geradoras das diferenças eventualmente encontradas. Isso direcionará seus esforços na busca das correções e melhorias.

Você tem alguma dica adicional para a realização de inventários?  


Quel legal! Compartilhe conosco.

E se precisar de apoio para o planejamento de seu inventário geral ou resolver terceirizar a contagem, não hesite em fazer contato conosco.

Photo by Mario Trejo from Freeimages.com