Logística para colorir – episódio 8

Olá
Lamentavelmente o episódio 8 subiu com um erro.
É melhor pedir desculpas pela bobeada do que disseminar uma informação incorreta.

Estamos corrigindo, o que talvez necessite da gravação de um novo vídeo com o mesmo conteúdo.
Tão logo isso esteja corrigido, o vídeo voltará ao ar.

Agradecemos pela compreensão.

Gerencie sua mão de obra e aumente o rendimento de seu armazém

image by Arjun Kartha in www.freeimages.com

inspirado em um artigo de Joe Caston da Cadre Technologies para a Inbound Logistics
Fornecer um bom nível de serviço aos clientes é hoje mais importante do que nunca. Por isso os armazéns tem que trabalhar tão eficientemente quanto possível.
Dentre tantas outras coisas, isso nos remete à qualidade e ao gerenciamento de nossa mão de obra, visto que para a maioria das operações logísticas é ela um dos fatores mais críticos para o sucesso.
Uma das frases mais recorrentes que vemos por aí em declarações de missão, valores, e outras, é que os empregados são o ativo mais valioso das empresas.  Mas será que essa importância se reflete de fato na vida real?

É frequente que as avaliações de desempenho da sua mão de obra sejam subjetivamente julgadas pelos seus gerentes ou supervisores.
Para ter certeza que o nível de serviço aos seus clientes conseguirá ser atingido, é imprescindível utilizar alguma ferramenta de gerenciamento de mão de obra, que garanta que seus processos serão custo-eficientes.
Desse modo, use um sistema que ajude a criar os padrões de desempenho e proporcionar um conjunto consistente de referências

Só com uma ferramenta desse tipo, com os dados e relatórios que proporcionam, você poderá sentir-se seguro em abordar novos clientes e convencê-los das sua credibilidade e das habilidades para ser um parceiro de longo prazo.  E fidelizar os seus clientes atuais e deixá-los felizes.

Suas medições devem ser padronizadas

Desse modo, o oferecimento de incentivos, o direcionamento aos programas de treinamento, a avaliação do desempenho propriamente dita, e em última análise as eventuais trocas de pessoal, serão feitas em bases normalizadas e devidamente ponderadas.
Ao desenvolver tecnicamente os padrões de trabalho, automaticamente você criará uma forma muito clara e transparente de medir o desempenho.

Use um consultor de produtividade

Um profissional especializado em análises de produtividade pode avaliar quanto tempo será necessário para que um empregado execute cada atividade das operações em que esteja envolvido, como por exemplo, o tempo para fazer o picking de um determinado pedido, ou o carregamento de um dado veículo.  Para isso utilizará as técnicas mais adequadas ao seu tipo de operação e você terá, adicionalmente, as áreas que apresentem oportunidades de melhorias e as orientações para racionalizá-la e melhorar ainda mais o desempenho global. 

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Corrigindo o rumo em um mês complicado

Um dos fatores críticos de qualquer operação logística é conseguir prever se haverá os recursos necessários para atender a demanda vindoura.
A vantagem do uso de um sistema de gerenciamento de mão de obra é que pode ser comparada a um computador de vôo, retroalimentando as informações geradas e corrigindo o rumo em tempo real a fim de proporcionar uma visão do que vem pela frente.
Isso é uma enorme vantagem frente ao simples apontamento e relatório mensal do desempenho, que nada mais é do que olhar pelo espelho retrovisor e, no máximo, saber porque não se atingiu a meta.
Se você consegue medir quinzenalmente isso já é um progresso porque permite corrigir com alguma antecedência. Entretanto, ter acesso à informação em tempo real é atingir o paraíso, mas para isso será preciso automatizar o seu processo de medição.

E como conseguir isso? 

Seu sistema deve fornecer um dashboard, um painel de controle contendo os seus indicadores críticos e seus apontadores de tendência, que sejam planejados para alertá-lo sobre qual ou quais atividades apontam para a deterioração ou para a superação.
Sempre que o supervisor percebe que a produtividade está indo mal, poderá tomar ações corretivas imediatas.
Um sistema de gerenciamento de mão de obra avaliará um período de tempo – seja um dia, uma semana, ou um mês – e proporcionará os dados concretos sobre quão eficiente o trabalho está se desenvolvendo e se o negócio está alcançando as metas de resultado. Para empresas com múltiplos armazéns, a visibilidade nas localizações remotas pode ser inviável de outro modo.
Aqui cabe uma observação importante: Quanto mais estável for a demanda de serviços, melhores serão os resultados, e isso equivale a dizer que é preciso também estabelecer “amortecedores” para absorver os impactos das variações da demanda – isso equivale dizer procurar controlá-las. 

Uma mudança filosófica

Essa abordagem pode ser vista como um conceito relativamente simples, mas representa uma mudança filosófica importante para os operadores logísticos que são utilizados para concentrar ou mover produtos, em oposição à medir desempenho interno.
A gestão da mão de obra é com muita frequência a última peça da equação de TI que as empresas implementam, mas com as novas tecnologias e sistemas em tempo real, isso pode tornar-se uma interface transparente e que é relativamente simples de aprender.
Negócios que já se utilizam de WMS podem ser aptos à adicionar um módulo de LMS – ou eventualmente o seu sistema já pode ter um que não esteja sendo utilizado.

O gerenciamento da mão de obra pode não ser a prioridade número 1 de sua empresa, mas não o deixe ficar escondido na prateleira dos fundos. Quanto antes você começar a conhecer as variações de suas operações, os seus fatores críticos, e acompanhar os seus custos de mão de obra, mais cedo você se tornará mais eficiente e competitivo.

E nos estamos aqui para ajudá-lo. É só ligar.

Qual o nome correto do equipamento?

Que tal reler esta postagem que foi uma das “campeãs de audiência” deste blog?

Estantes ou prateleiras?

Na postagem original, o quadro contendo as definições do dicionário foram perdidas. Por isso eu as estou recuperando aqui.

A ideia desta releitura é refletir um pouco sobre o modo como os equipamentos são chamados, e como isso pode interferir na objetividade da documentação, nos treinamentos e no dia a dia, aumentando a eficiência da comunicação, ou em contrário, contribuindo para situações de insegurança.

Eu já vi o equipamento que em inglês é denominado pallet jack (veja figura ao lado), ser chamado aqui no Brasil, de:

Paleteira, Birigui, Matrim, Transpalete, Transpaleteira, Burrinha, Carrinho, e outros nomes curiosos.

A princípio parece não haver nenhum problema nisso visto que no Brasil não existem nomes normalizados para a maioria dos equipamentos, porém em qualquer processo é muito importante que exista alguma padronização e muita objetividade, visto que isso facilitará em muito a comunicação entre os operadores, as atividades de manutenção, as instruções de segurança e o controle de uso.

Por isso, procure sempre tratar as coisas pelos nomes certos. Uma boa dica é ver como a maioria dos fabricantes se referem a eles.

5 dicas sobre “Como se preparar para um inventário geral”

Já estamos no final de Agosto e daqui a 3 meses as empresas que fazem inventários gerais de final de ano deverão estar prontas para realizá-los.
Não vamos discutir nesta postagem as vantagens ou desvantagens desse procedimento, ou a necessidade de realizá-lo. Entretanto, é preciso que uma vez planejado seja realizado com a maior acuracidade já que afeta o resultado anual.
Seguem então 5 dicas fundamentais para um perfeito planejamento dessa atividade, de modo que ao final tenhamos a maior exatidão possível com o menor uso de tempo e recursos da empresa.

1. Pré inventário: 

Para que a contagem física decorre sem nenhuma surpresa é necessário que se faça uma “arrumação” geral, considerando a retirada de materiais estranhos ao estoque, verificação da existência de caixas não identificadas ou com identificação irregular procedendo a regularização, segregação de produtos não conformes para os locais designados, arrumação dos páletes, regularização das camadas de páletes na área de separação. 
Para estoques não paletizados considere a arrumação de pilhas identificando o arranjo dos lastros e regularizando as camadas.
Enfim, trate de organizar as coisas para facilitar a contagem.

2. Use endereços

Se o seu armazém ainda não utiliza um sistema de endereçamento (pode me explicar por que?), estabeleça um sistema e garanta que nenhuma unidade de seu estoque esteja em um local não identificado. Saiba mais sobre endereçamento nessas postagens.

3. Conte por endereços e não por produtos

Dê aos inventariantes uma lista de endereços e não de produtos. Isso automatiza a sequência das contagens e facilita a computação dos resultados, tornando o processo menos dependente das pessoas.

4. Reserve tempo para 3 contagens e mais um pouquinho:  

As duas primeiras contagens devem acontecer em 100% do estoque.  A terceira contagem deverá ocorrer nos casos em que houve divergência entre as duas primeiras. Se ainda assim houver casos de uma terceira divergência, um time de auditores deverá estar a postos para realizar uma quarta e definitiva contagem que irá se sobrepor às realizadas anteriormente.

Só após a consistência das contagens físicas é que o resultado deverá ser comparado aos registros do sistema para os devidos acertos, que sempre deverão ser justificados.

5.Interrompa as operações durante o inventário geral. 

Quando necessário faça uma separação prévia e a baixa de tudo aquilo que deverá ser despachado durante o período de contagem.  Do mesmo modo, não incorpore nenhuma entrada ao estoque físico.  Cuidado também com as diferenças encontradas: Se você reiniciar as operações sem identificar as causas e corrigi-las o problema continuará sem solução.

Por que não inventários cíclicos?

Uma dica geral, independente das 5 acima expostas, é que você passe a considerar a realização de inventários cíclicos. É uma maneira mais rápida e confiável de garantir a acuracidade de seus registros, e permite que eventuais erros venham a ser corrigidos em tempo mais curto.  E sempre liste as causas que foram identificadas como geradoras das diferenças eventualmente encontradas. Isso direcionará seus esforços na busca das correções e melhorias.

Você tem alguma dica adicional para a realização de inventários?  


Quel legal! Compartilhe conosco.

E se precisar de apoio para o planejamento de seu inventário geral ou resolver terceirizar a contagem, não hesite em fazer contato conosco.

Photo by Mario Trejo from Freeimages.com

Enquadramento ou profiling da área de separação

Na minha última postagem eu prometi falar em seguida sobre técnicas simples para melhorar a separação de mercadorias.
As duas postagens a seguir trazem alguns bons tópicos sobre o assunto. Entretanto sempre há coisas para acrescentar.

A separação de mercadorias, ou orderpicking, “apanha”, ou ainda outros nomes menos usuais, nada mais é do que a coleta ordenada das mercadorias que compõem o pedido de um cliente, a partir do estoque, de modo que ao final do processo tudo o que compõe o pedido esteja pronto para ser conferido, embalado e despachado.
Para ser eficiente, a separação de mercadorias deve ser feita rapidamente e de modo contínuo, sem erros, utilizando o mínimo de recursos. Isso pressupõe que os produtos possam ser localizados de modo lógico, coletados sem esforço desnecessário, e que o caminho percorrido pelos separadores seja o mais curto possível.
Em uma área de separação organizada, cada SKU deve ser apresentado em uma “picking face”, ou em uma tradução livre, em uma face ou escaninho de separação exclusivo. Em suma, um local único em que o produto fique disponível para ser coletado.  Falando de outro modo, em uma área de separação organizada cada SKU tem um endereço pra chamar de seu.
Complementarmente, cada picking face (ou endereço) deve ser capaz de conter as unidades necessárias para atender a demanda de um certo período.

ENQUADRAMENTO OU PROFILING

Enquadramento portanto, nada mais é do que a definição do volume ou área necessários a uma picking face, para conter a quantidade de produtos suficiente para atender aos pedidos de seus clientes durante um determinado período.
O objetivo é garantir que os separadores não precisem parar o trabalho de coleta de produtos para esperar pelo reabastecimento.

E como conseguir dimensionar isso?

Chegar ao tamanho ótimo de seus endereços, exige algoritmos de otimização bastante complexos. Entretanto, você poderá chegar a uma aproximação razoável analisando o histórico de seus pedidos.
É razoável supor, genericamente, um intervalo de uma semana entre as reposições como base para seus dimensionamentos.
Levante as demandas semanais de cada SKU nos pedidos das últimas 10 semanas (por exemplo) e faça um histograma.  Descarte as duas semanas de maior demanda e use a maior quantidade remanescente. Isso significa que somente em 20% das semanas você estará sujeito (probabilisticamente) a reposições intermediárias.
Agora, com as quantidades em mãos e com base nas dimensões dos seus SKUs você já consegue fazer uma ideia do espaço necessário à sua área de separação.  Lembre-se que o seu melhor resultado será conseguir apresentar todos os seus SKUs aos seus separadores.
Nesse momento, o bom senso e a experiência serão seus grandes conselheiros. Para alguns produtos de grande saída e grande frequência, talvez você tenha que prever reposições diárias ao invés de semanais e/ou um endereço tamanho “jumbo”.
Para outros SKUs, um endereço de mesmas dimensões será suficiente para atender aos pedidos de um mês, e portanto sua picking face poderá ser reduzida.
Você verá ainda que alguns produtos tem uma demanda muito pontual e que, talvez não seja interessante mantê-los na área de separação.
Como resultado dessa revisão você terá, adicionalmente, os tempos e as frequências de reabastecimento e poderá dimensionar o seu time de repositores.

Lembre-se de revisar periodicamente seus dimensionamentos

Não se esqueça entretanto, que esses cálculos devem ser refeitos periodicamente, afim de adaptar-se aos perfis de sazonalidade de seus produtos.
Procure não estabelecer muitos padrões de tamanhos para suas picking faces, caso contrário será complicado organiza-las em uma ordem lógica.  Isso será objeto de uma nova postagem.

Creio que com as análises e os tópicos acima expostos você poderá obter uma nova visão sobre os caminhos para a eficiência da sua atividade de separação.   Espero que tenha gostado.