Extra – Entregas via drone: Um vídeo sobre o assunto

Olá

A postagem de hoje mostra um vídeo sobre os testes que a UPS está realizando com a utilização de drones para entregas em áreas rurais.

A drone-equipped UPS van, seen from above. (Photo: UPS)

A ideia é que os drones podem “encurtar” as distâncias e evitar que os veículos de entrega tenham que percorrer milhas e milhas por estradas vicinais para realizar apenas uma entrega, e depois voltar para a estrada principal. No projeto da UPS os drones percorrem automaticamente essas distâncias e encontram-se novamente com o veículo em um outro ponto do trajeto.

Bem interessante.
Se o vídeo não apareceu no espaço acima, veja o vídeo clicando aqui

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Salve 2017 – ainda quase sem uso

Wow!  Estive fora do ar há um tempão!  Minha última postagem aqui no blog aconteceu no dia 30 de Novembro do ano passado, com a segunda parte do artigo sobre o uso de números aleatórios.
Dezembro foi um mês em que circunstancialmente estive bastante ocupado com o final do ano letivo e Janeiro foi um mês para desenvolver o “ócio criativo” durante as férias.

by Eliseeva Ekaterina in www.freeimages.com

Aproveitei para fotografar um pouco, para praticar um pouco de marcenaria, enfim deixar de respirar a poeira de armazém por um período.

E agora estamos de volta. Que todos vocês tenham um excelente 2017 com muitos novos desafios, mas também com muito riso e muitos novos amigos.

Nesta primeira postagem do ano quero falar um pouco sobre a formação complementar, aproveitando a pergunta que me foi feita por um aluno recentemente.

Pessoal:  Antes de sair gastando o suado dinheirão em MBAs e outras especializações com títulos cheios de charme e matrizes curriculares chamativas, e promessas de sucesso parecidas com as de propagandas de cigarro dos anos 1970, pensem um pouco no que realmente querem de suas carreiras.  Tenham calma para decidir a continuidade de suas vidas acadêmicas.

Analisem o que os programas estão lhes oferecendo e suas cargas horárias.  Recentemente eu vi um desses programas oferecendo quase 70 tópicos em sua matriz curricular a ser cumprida em cerca de 400 horas.  Na boa?  Especialização em que?
Muitos dos tópicos oferecidos pelos cursos que pesquisei oferecem o mesmo conteúdo ou muito pouco além do que foi aprendido, ou deveria ter sido, durante a graduação, a um custo altíssimo, sem contar o sacrifício pessoal e o tempo que será consumido.

Pensem também no seguinte: Por que vocês querem uma formação complementar? Se é porque não conseguiram obter o conhecimento necessário durante a graduação, então esse é o motivo errado.
Se querem alavancar os seus salários, procurem saber se, de fato, os cursos que pretendem serão capazes de oferecer isso.  E nesse ponto é muito importante analisar o renome da escola no mercado.

Talvez o melhor seja obter uma formação complementar em uma área afim (um conhecimento paralelo à sua formação principal), ao invés de manter a mesma linha formativa, mas de novo isso depende do rumo que se pretenda dar à carreira.

Não serei leviano a ponto de detonar todos os cursos que existem por aí como caça-níqueis. Mas que eles existem, existem!  Cuidado!

Portanto pessoal, escolham com critério.  E continuem adquirindo conhecimento de todas as fontes possíveis.  No mundo atual, com todas as facilidades trazidas pela internet, só não aprende uma coisa nova por dia quem realmente não quer.  Há cursos excelentes disponíveis gratuitamente.
Ah! Mas são em inglês!   De fato isso não é verdade, há muita coisa em português. Mas daí eu pergunto: Que diabos você fez até agora que ainda não aprendeu inglês???  Está esperando o que?

E para os que ainda não terminaram suas graduações, dediquem-se a ela como se fosse a última chance de aprender algo. Sabe aqueles canudos que vocês recebem na colação de grau?  Vou contar um segredo: Não tem nada dentro.  O único conhecimento que vocês levarão das suas graduações é aquele que ficou guardado no espaço entre a orelha esquerda e a orelha direita.

Façam o seguinte teste. Fechem os olhos, tapem o nariz e dêem um ligeiro “crock” na testa. Se o barulho fizer eco, então moçada eu lamento mas não lhes desejarei um bom 2017.

A ineficiência nossa de cada dia – Perguntas que não calam

Há muito tempo, visitando o Rio de Janeiro como turista com a família, resolvemos ir ao Pão de Açúcar.  Achei muito estranho o fato de que, no bondinho, pagamos somente a passagem de ida.  A passagem de volta foi paga lá no alto.
Daí surgiu a pergunta: Será que é muito grande o percentual dos passageiros que desce o rochedo de rapel, voando, que se joga, sei lá?  Porque não me parece fazer sentido que se cobre por trecho, algo que é o único meio de transporte para a ida e para a volta.
Mais recentemente, meu filho voltando de Ilhabela, descobriu que a passagem da balsa é paga no sentido Continente – Ilha, e novamente no retorno.  Pergunta:  Será que tem muito turista que volta à nado?  Ou a quantidade de  carros anfíbios no Brasil é muito grande?  Nesse caso não precisaria nem da balsa né!
Por que essas cobranças não poderiam ser feitas em um único evento, economizando papel, funcionários, tempo e tudo o mais?
Ontem, acompanhei minha esposa a um hospital do convênio para um pequeno procedimento dermatológico para o qual ela já havia recebido indicação através de uma consulta prévia.  Na recepção, o sempre presente dispensador de senhas numéricas.  Depois de uma espera razoável, um tempo de atendimento mais longo ainda para o preenchimento da papelada.
Depois de preenchidos todos os formulários, feitas as assinaturas, carimbos, benzeduras e outros ritos no guichê, foi solicitado a ela que se dirigisse à ala dos consultórios e aguardasse a chamada. Lá estávamos e, depois de algum tempo vem a funcionária da recepção trazendo um punhado de papeis e depositando em um escaninho na porta do consultório.

Quanto tempo se perde em atividades inúteis?

Mais um tempinho de espera e sai o médico para recolher os formulários, entra novamente no consultório (provavelmente para ler do que se trata), e depois inicia a chamada dos pacientes.  Ora, estamos em 2016, será que não seria mais prático que cada médico recebesse online a ficha dos pacientes designados?  
Ah, e antes de executar o procedimento, o médico solicitou que a paciente voltasse à recepção para preencher novos formulários para que ele pudesse realizar o procedimento.
Ora, mas se já havia uma indicação prévia declarada logo ao chegar, por que todos os formulários não foram preenchidos de uma só vez?
A conclusão é que gastamos mais tempo na recepção preenchendo a papelada do que no procedimento propriamente dito, que não chegou a demorar 5 minutos.
Em quantos outros lugares como Bancos, Correios, Postos de combustível, e mesmo de forma mais prosaica em bares, restaurantes e padarias, não nos deparamos com esse mau uso dos recursos?
Esses são apenas alguns exemplos que compõem o custo (escondido) da nossa ineficiência crônica, que derrubam o nível de serviço, e que fazem com que tudo demore mais e demande recursos desnecessários.
Sabe por que?   Porque parece que o ato de pensar está cada vez menos valorizado e a criatividade deu chá de sumiço.  Temos os recursos mas continuamos repetindo coisas do tempo em que sequer existiam computadores. Isso faz com que milhares de horas e milhões de Reais sejam gastos sem que se acrescente uma mísera gota de valor ao produto ou ao serviço.
Está na hora de cada um de nós fazer algo no sentido de eliminar a ineficiência nossa de cada dia.
E você, o que anda fazendo para racionalizar as suas atividades diárias no trabalho?

20 perguntas em uma entrevista de emprego. Você está preparado?

É comum que eu receba pedidos de conselhos sobre que armadilhas poderão estar ocultas nas perguntas feitas em uma entrevista de emprego.

A minha resposta é sempre: “Se você estiver preparado, você saberá que tipo de resposta o entrevistador espera de você. Desse modo, antes de mais nada, seja você mesmo”.

Quanto mais um candidato pretende “encarnar” um personagem, mais vulnerável ele se torna, visto que um entrevistador bem treinado poderá detectar os sinais que o seu corpo fornece involuntariamente, e mesmo as microexpressões, que contradizem mesmo a mentira mais bem contada.

Entretanto, sempre é bom estar preparado para perguntas desconcertantes, que aparentemente não tem nenhum ponto de contato com o tema da entrevista, mas que servirão para medir a sua flexibilidade, ou o modo como você encara reveses e imprevistos.

Você está preparado para responder questões como:

1. O que você come no café da manhã?
2. Qual era o seu apelido no colégio?
3. Qual foi seu primeiro trabalho?
4. Com que freqüência você se exercita?
5. Quem é (ou foi) seu mentor?
6. Quantas horas diárias você se dedica à leitura?
7. O que motiva você?  (pode ser profissionalmente ou pessoalmente)
8. O que é mais importante para você: A idéia ou a execução?
9. Qual foi o pior dia da sua vida?
10. Você reza (ou ora)?
11. Qual foi o seu maior engano?
12. De que você não poderia viver sem…?
13. Qual o seu jeito preferido de relaxar?
14. Qual a característica que você mais admira em seu chefe atual (ou ex chefe)?
15. O que é o sucesso pra você?
16. Qual foi o melhor conselho que você já ouviu?
17. Você acha importante fazer um curso de especialização e mestrado?
18. Se você pudesse ter qualquer outra profissão, o que gostaria de ser?
19. Do que você menos gosta no seu emprego atual (ou no seu último emprego)?
20. Se você pudesse ser alguém famoso, quem você gostaria de ser?
Pense bem!  Reflita sobre suas respostas!  Se você estivesse buscando um colaborador, que lhe desse as suas respostas, você o contrataria?

Algumas dicas para melhorar o fluxo de seu armazém

  1. Tente obter os fluxos mais diretos possíveis, para todos os produtos, desde o ponto de origem até seus pontos de destino;
  2. Reduza o contrafluxo ao mínimo;
  3. Use arranjos de layout que reduzam a movimentação improdutiva de seus equipamentos;
  4. Reduza as distâncias entre os pontos de origem e destino;
  5. Analise e classifique os seus produtos segundo a movimentação;
  6. Use equipamentos de movimentação, de modo que os empregados produtivos possam usar todo o seu tempo produzindo de fato;
  7. Mecanize os processos de movimentação em todos os lugares possíveis, de modo a obter um fluxo constante;
  8. Restrinja a movimentação manual ao mínimo;
  9. Use a força da gravidade a seu favor sempre que possível;
  10. Elimine o duplo manuseio e os retrabalhos;
  11. Combine operações e manuseios em elementos únicos;
  12. Pense suas operações de modo a reduzir os manuseios entre elas;
  13. Elimine ou reduza os estoques intermediários;
  14. Reduza as distâncias de deslocamento ao mínimo, aproximando as operações em sequencia;
  15. Assegure-se, nos trabalhos em série, que cada trabalhador facilite o manuseio e a tarefa do próximo trabalhador;
  16. Tente concentrar as operações com seus produtos pesados, o mais próximo possível dos pontos de uso.

Cronoanalista Jr.

SE sua GARRA é maior do que a sua experiência;
SE você já conhece um pouco de cronoanálise e quer aprender como aplicá-la em operações logísticas;
Se pra você Estatística e Fluxograma não são palavrões;
Se você não fica catatônico na frente de um Excel ou PowerPoint;
Se para compreender seus relatórios não são necessários poderes paranormais;
SE você sabe trabalhar sob pressão e com prazos apertados;
SE você tem carro para viajar 150km todo dia e ainda terminar o dia sorrindo; (será muito vantajoso morar entre Jacareí e Caçapava).
SEus problemas acabaram!

O QUE OFERECEMOS:
De 4 a 6 semanas de trabalho duro entre Outubro e Novembro;
Uma boa oportunidade de conhecer mais sobre tempos e métodos e Logística interna;
Vivenciar o dia a dia da operação logística de uma multinacional importante no Vale do Paraíba;
Reduzir seu peso porque a comida é boa mas você vai andar feito um peregrino.

QUANTO VOCÊ VAI GANHAR? Humm! Próxima pergunta…

SEXO: Irrelevante desde que seja ou homem ou mulher

EXPERIÊNCIA: Achamos que você vai conseguir alguma

VAI TOPAR?
Então envie-nos um email (esqueça o currículo) sem anexo para cronotec1@clinicalogistica.com.br contando quem você é, quais são os seus conhecimentos de cronoanálise, qual sua experiência profissional, que curso está fazendo, onde você mora, e porque quer esse desafio. Aproveite e conte também o que você está fazendo para melhorar o mundo em que vive.

Como a inspeção visual pode ajudá-lo na identificação de problemas

Todos os problemas nascem pequenos mas lutam com todas as forças para se tornarem fortes, grandes, cabeludos e importantes.
O ideal é que consigamos identificá-los e dominá-los ainda no ninho e, na maioria das vezes, não precisamos mais do que uma boa e simples inspeção visual para conseguir isso!

Como fazer isso? É simples! Acostume-se a dar umas voltas aleatórias pelo armazém, olhando para as coisas em detalhe como se fosse a primeira vez. Observar é uma verdadeira arte. Eu admiro Sherlock Holmes!


Eu me lembro até hoje de minha primeira aula de laboratório na faculdade, em que meu professor colocou uma simples vela acesa sobre cada bancada e nos deu a missão de listar 100 observações diferentes sobre ela. Pensam que é fácil? Como todos são adultos, podem tentar fazer isso em casa! Depois vocês me contam.

Problemas invisíveis – ou quase

Vamos dar alguns exemplos de problemas que teimam em ser invisíveis, mas esta lista não pretende ser completa. Com certeza ao exercitar a prática da observação cada um de vocês perceberá muitos outros.

Porta-páletes e páletes

  • As longarinas estão bem encaixadas e com os pinos de segurança instalados?
  • Como está a flexão das longarinas de seus porta-páletes? Todas sob carga estão dentro do limite previsto de 1/200?
  • E os montantes? Há montantes torcidos ou amassados?
  • Olhe para as sapatas. Estão bem assentadas sobre o piso?
  • Olhe por baixo dos páletes armazenados em seus porta-páletes. Quantos páletes danificados ou inseguros você identificou? (tábuas quebradas, tocos rachados, etc…)
  • Os páletes estão bem arrumados e a carga está estável? Tem certeza que não há nenhuma carga de pálete se encostando em outra ou nos montantes da estrutura?

Operação de empilhadeiras
Saiba que se você observa empilhadeiras e outros equipamentos trafegando muito rapidamente e/ou de maneira imprudente, isso é um sinal claro de problemas na gestão do seu armazém. Uma boa operação é ritmada e não alucinada!

  • Seu pessoal segue as práticas seguras determinadas e documentadas para todas as operações dos equipamentos de movimentação?
  • Há vestígios de vazamento de óleo? Isso é sintoma de manutenção deficiente nos equipamentos;
  • Como está a pintura da sua empilhadeira? Empilhadeiras “raladas” demonstram pouco cuidado ou habilidade de seus operadores, ou baixo nível de organização nos corredores.
  • Agora dê um pulinho até a sala de baterias. Observe o estado geral de uma bateria em carregamento. Está limpa? Não apresenta marcas de vazamento ou bolhas na pintura?
  • Como está a limpeza geral da máquina? E o estado das almofadas e assentos?
  • Peça para ver o último relatório das medições de voltagem e densidade. Se você não faz isso sempre, provavelmente você irá se assustar!

Prédio

  • Como os corredores estão demarcados e sinalizados?
  • Como é o arranjo geral de seu armazém? Há cruzamentos difíceis ou sem visibilidade? Há faixas exclusivas para pedestres ou eles dividem o espaço com as empilhadeiras?
  • Como anda o piso do armazém? Há vestígios de vazamento de óleo ou líquidos?
  • Há poeira de concreto? As juntas do piso estão íntegras ou estão se quebrando? Há fissuras ou rachaduras no piso?
  • E nas paredes? Há marcas de umidade ou de escorrimento de água?
  • Você já viu um mísero pombo em seu armazém? Cara! O problema é grande. Dê um jeito já!
  • Olhe para cima num dia claro. Ops! Cuidado com os pombos! Há pontos luminosos nas telhas. Que bom que não está chovendo hein?

Housekeeping

  • Como está o grau de limpeza de seu armazém?
  • Os corredores do armazém permitem a livre passagem dos equipamentos de movimentação?
  • Se há corredores bloqueados, existem justificativas completamente sólidas do seu pessoal para esse fato?
  • Você viu restos de caixa, vazamentos de produto, ou qualquer tipo de lixo deixado junto aos produtos?

CUIDADO
Cuidado com esses sinais! Muitos desses sintomas revelam uma moral baixa, insatisfação, falta de comprometimento, que por sua vez levam a um desempenho pobre, um alto nível de danos e avarias, e de acidentes com perda de tempo.

Portanto, acostume-se a passear pelo seu armazém e observar. E para cada problema detectado, trace um plano de ação rápido com responsáveis e prazos.
Caso contrário, acenda uma vela – fora do armazém por favor!

foto 05-04-9 sob licença “Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 3.0 License” em www.freephoto.com

pesquisa ASLOG com usuários de serviços logísticos

A ASLOG – Associação Brasileira de Logística publicou os resultados de uma excelente pesquisa realizada em 2009 com aproximadamente 7.000 respondentes, sobre a Avaliação dos Serviços Logísticos pelos usuários.
Dentre as questões respondidas, estão:

  • Representatividade dos custos logísticos das empresas;
  • Critérios importantes na escolha do parceiro;
  • Quais serviços já estão terceirizados;
  • Horizonte de oportunidades de terceirização nos próximos anos;
  • Principais deficiências apontadas nos parceiros logísticos;

Só como exemplo seguem alguns resultados da pesquisa:

63% das empresas pesquisadas tem custo logístico maior que 5%;

32% das empresas pesquisadas consideram que o parceiro logístico ideal é o operador consolidado de origem nacional, enquanto que 27% preferem aqueles de origem estrangeira.

Os slides são interpretados facilmente e através dos resultados da pesquisa podemos avaliar as necessidades do mercado tomador de serviços, a motivação para a terceirização, e as tendências e oportunidades para os próximos anos.

Confira os slides da pesquisa no “slideshare”!