Salve 2017 – ainda quase sem uso

Wow!  Estive fora do ar há um tempão!  Minha última postagem aqui no blog aconteceu no dia 30 de Novembro do ano passado, com a segunda parte do artigo sobre o uso de números aleatórios.
Dezembro foi um mês em que circunstancialmente estive bastante ocupado com o final do ano letivo e Janeiro foi um mês para desenvolver o “ócio criativo” durante as férias.

by Eliseeva Ekaterina in www.freeimages.com

Aproveitei para fotografar um pouco, para praticar um pouco de marcenaria, enfim deixar de respirar a poeira de armazém por um período.

E agora estamos de volta. Que todos vocês tenham um excelente 2017 com muitos novos desafios, mas também com muito riso e muitos novos amigos.

Nesta primeira postagem do ano quero falar um pouco sobre a formação complementar, aproveitando a pergunta que me foi feita por um aluno recentemente.

Pessoal:  Antes de sair gastando o suado dinheirão em MBAs e outras especializações com títulos cheios de charme e matrizes curriculares chamativas, e promessas de sucesso parecidas com as de propagandas de cigarro dos anos 1970, pensem um pouco no que realmente querem de suas carreiras.  Tenham calma para decidir a continuidade de suas vidas acadêmicas.

Analisem o que os programas estão lhes oferecendo e suas cargas horárias.  Recentemente eu vi um desses programas oferecendo quase 70 tópicos em sua matriz curricular a ser cumprida em cerca de 400 horas.  Na boa?  Especialização em que?
Muitos dos tópicos oferecidos pelos cursos que pesquisei oferecem o mesmo conteúdo ou muito pouco além do que foi aprendido, ou deveria ter sido, durante a graduação, a um custo altíssimo, sem contar o sacrifício pessoal e o tempo que será consumido.

Pensem também no seguinte: Por que vocês querem uma formação complementar? Se é porque não conseguiram obter o conhecimento necessário durante a graduação, então esse é o motivo errado.
Se querem alavancar os seus salários, procurem saber se, de fato, os cursos que pretendem serão capazes de oferecer isso.  E nesse ponto é muito importante analisar o renome da escola no mercado.

Talvez o melhor seja obter uma formação complementar em uma área afim (um conhecimento paralelo à sua formação principal), ao invés de manter a mesma linha formativa, mas de novo isso depende do rumo que se pretenda dar à carreira.

Não serei leviano a ponto de detonar todos os cursos que existem por aí como caça-níqueis. Mas que eles existem, existem!  Cuidado!

Portanto pessoal, escolham com critério.  E continuem adquirindo conhecimento de todas as fontes possíveis.  No mundo atual, com todas as facilidades trazidas pela internet, só não aprende uma coisa nova por dia quem realmente não quer.  Há cursos excelentes disponíveis gratuitamente.
Ah! Mas são em inglês!   De fato isso não é verdade, há muita coisa em português. Mas daí eu pergunto: Que diabos você fez até agora que ainda não aprendeu inglês???  Está esperando o que?

E para os que ainda não terminaram suas graduações, dediquem-se a ela como se fosse a última chance de aprender algo. Sabe aqueles canudos que vocês recebem na colação de grau?  Vou contar um segredo: Não tem nada dentro.  O único conhecimento que vocês levarão das suas graduações é aquele que ficou guardado no espaço entre a orelha esquerda e a orelha direita.

Façam o seguinte teste. Fechem os olhos, tapem o nariz e dêem um ligeiro “crock” na testa. Se o barulho fizer eco, então moçada eu lamento mas não lhes desejarei um bom 2017.

O cross-docking é mesmo uma boa solução para o e-commerce?

Recentemente eu li uma postagem em um blog institucional de e-commerce falando das vantagens e desvantagens de se utilizar o sistema cross-docking nas empresas do segmento, como forma de aumentar a eficiência das entregas, citando principalmente o fato de que o termo significa “atravessamento de docas” e com isso elimina-se o estoque, reduz-se o tempo e os custos da operação, mas exige muita coordenação entre os atores, etc.

 Isso é parcialmente verdadeiro, entretanto, eu tenho notado uma tendência entre os empresários e profissionais de e-commerce, de utilizar o termo aquém do seu significado, como se fosse adequado para empresas de qualquer tamanho e com qualquer volume de fluxo.
E motivado por isso, resolvi fazer esta postagem.

De fato a expressão cross-docking quer dizer atravessamento de docas, no sentido em que uma mercadoria é encaminhada para o veículo entregador, tão logo seja descarregada do veículo que a trouxe ao Centro de Distribuição ou terminal de transporte.

Movimente as mercadorias uma única vez

O cross-docking atende ao extremo o princípio da movimentação única no armazém. Da doca de entrada para a doca de saída sem nenhuma parada pelo caminho, visando reduzir ao mínimo os custos de manuseio, movimentação e transporte.
Desse modo pressupõe um volume de fluxo que justifique a existência de cargas consolidadas completas do fornecedor (full truck loads) para o lojista e deste para vários destinos ou regiões de entrega (também em full truck loads). A técnica aumenta a velocidade do fluxo e os custos envolvidos justamente por eliminar operações intermediárias e aproveitar melhor os transportes.

Uma utilização típica de cross-docking em seu estado puro pode ser vista a partir do exemplo de um Centro de Distribuição de uma rede de supermercados em que, de um lado diversos fornecedores descarregam carretas de seus produtos em páletes, e essa carga é transferida (ainda em páletes) e embarcada nos diversos veículos destinados a entregá-las em cada uma das lojas da rede.
Assim, tudo o que acontece no CD é a movimentação entre as docas de recebimento e expedição (frequentemente isso é feito de modo automático através de transportadores contínuos).

Hoje, na descrição do conceito aceita-se que pequenos processamentos possam ser realizados mas sempre guardando o princípio do “flowing through” ou “fluxo através de”, com poucas ou nenhuma parada entre o recebimento e a expedição. 

O Cross-Docking não é um Salvador da lavoura

Portanto, muito cuidado ao ler artigos que tratam o cross-docking como uma técnica “salvadora da lavoura” para empreendedores do e-commerce, sem advertir que só é eficiente a partir do recebimento de cargas completas de seus fornecedores e com equivalentes fluxos diários de entregas.

Infelizmente não existe lugar para mágicas, e o custo total é o grande indicador para as tomadas de decisão logísticas. Pense nisso!

Como vender dificuldade em uma lição – o caso da banda larga

Perdi toda a manhã de hoje, e toda a tarde de ontem, para fazer minha conexão de internet voltar a funcionar.  Porque meu dinheiro não é capim, eu uso provedores grátis. E qual não foi a minha surpresa quando na manhã de Quinta fui surpreendido com uma tela apontando para um erro de conexão (usuário e senha).

Liguei para o provedor e fui informado de que os contratos gratuitos tem prazo de validade aleatório (???) e que o meu havia expirado. Mas que por módicos R$124,90 anuais e um novo cadastro eu teria a conexão renovada. Essa falta de respeito já teria sido suficiente para depenar a garota que me atendeu, mas eu me contive.  Sai a campo e com o auxílio do Emílio, que é o meu gurú de redes, internet, e outras “cloud things” e contratei os serviços de um novo provedor gratuito.

Caraca!  Quem disse que eu me lembrava que precisaria alterar o nome de usuário e senha em algum maldito campo do painel de controle.  E perdi uma grande parte do meu dia até me dar conta que estava configurando o modem mas não o painel de controle.

Finalmente, com o auxílio do atendimento da Speedy, eu voltei para o mundo dos vivos (sem trocadilho) e me conectei com a internet, porém apenas a partir do meu notebook e em conexão manual, porque o pessoal da Speedy não dá nenhuma dica de como fazer a conexão automática, e muito menos como conectar os vários computadores da rede.

Capítulo 2:  Aparentemente fazer a reconfiguração do modem é baba!  Tem um punhado de anjos salvadores que já postaram todos os tutoriais possíveis sobre o assunto, para todas as marcas e modelos de modems e roteadores.  Mas é aí que entra uma pequena pegadinha da turma da banda larga.

O modem cedido pela Speedy (e creio que por todas as outras) vem configurado para o uso trivial: um modem – um computador – conexão manual, na forma que os entendidos chamam de bridging.   Se você quer compartilhar a sua conexão com mais micros em uma rede, você precisa alterar essa configuração para uma coisa chamada PPPoE.   Achou que é fácil?  Se ferrou!   Mudar de bridging para PPPoE é fácil. Está explicado nos tutoriais que existem por aí.  Porém, se você não encontrar um tal de VPI / VCI e mudar para os valores corretos que variam de operadora para operadora, nada vai funcionar.

Para descobrir isso lá se foi quase meio dia.   O caminho das pedras é que você deverá verificar quais são esses valores antes de mudar de bridging, porque na alteração, por exemplo para PPPoE, esses valores irão se alterar automaticamente e precisarão ser corrigidos.

Para Speedy, os valores são VPI = 8; VCI = 35

Se ainda assim não funcionar sugiro um balde de água benta.