Logística para colorir – episódio 3

Eu creio que mais uma vez não aparecerá o video no blog. Esse é um bug que não estou conseguindo consertar, infelizmente. Mas segue o link para garantir que você possa vê-lo. Boa semana. https://youtu.be/8QPdN0t4z14

Por que você não deve andar pela escada rolante?

image by Vaughan James in www.freeimages.com

A postagem de hoje é uma tradução do artigo que foi postado ontem por Barry Render no OM Blog.
Trata-se de uma abordagem interessante para entender o comportamento das filas, e ainda para compreender a importância do impacto dos componentes de um sistema.
Vamos ao artigo:
O trem para na estação, as portas se abrem e você vai direto para a fila das escadas rolantes. Você se dirige para o lado esquerdo e sobe os degraus, entendendo que está ganhando preciosos segundos e ainda fazendo algum exercício.  
Entretanto, você está, de fato, fazendo uma coisa errada ao ganhar alguma vantagem em detrimento dos outros usuários.  Segundo o “The New York Times” (05 de Abril de 2017), usar a escada rolante ficando em duplas lado a lado nos degraus, é a melhor abordagem, e é mais eficiente se ninguém andar pela escada rolante.
A questão de ficar parado ou andar foi destacada recentemente em Washington, D.C. depois que a Companhia do Metrô local disse que a prática de andar à esquerda pode danificar o mecanismo das escadas rolantes.  Isso foi desmentido pela empresa Otis que as fabrica, que entretanto disse que os passageiros não devem andar nas escadas rolantes por motivo de segurança.

Andar ou permanecer parado não é uma questão nova

O Metrô não é o primeiro operador de transporte de massa que já tentou tratar dessa questão. No ano passado, o “London Underground” (metrô londrino) tentou mudar o comportamento dos passageiros sugerindo que eles permanecessem lado a lado – e não subissem andando.  A empresa concluiu que nas escadas mais altas, o lado esquerdo dos degraus permanece vazio, causando congestionamentos e filas na base das escadas.  Eles fizeram campanhas para que os passageiros ocupassem o espaço vazio nos degraus, ao invés de os deixarem vazios esperando pelos “escaladores”.  Eles descobriram que com passageiros ocupando os degraus em duplas o congestionamento se reduzia em cerca de 30%.
Subir andando pela escada rolante levava 26 segundos comparado com ficar parado, que levava 40 segundos. Entretanto, o “tempo no sistema” – considerado como o tempo total entre: entrar na fila, usar a escada, e sair no piso superior – caia significativamente quando todo mundo permanecia parado.
Quando 40% das pessoas subiam andando, o tempo médio para os que ficavam parados foi de 138 segundos e de 46 segundos para os que subiam pelos degraus. Com todos parados, o tempo médio caiu para 59 segundos.  Para os que subiam andando isso significou uma perda de 13 segundos, mas para os “parados” houve uma melhoria de 79 segundos. O comprimento da fila para a escada rolante caiu de 73 pessoas para 24 pessoas.
A postagem, que é dirigida para professores de Engenharia, termina sugerindo perguntas para os alunos:
  1. Isso aconteceria nos EUA?   E eu ouso perguntar: Isso aconteceria no Brasil?
  2. E pede para que os alunos expliquem o conceito de “tempo no sistema”.
  3. Eu acrescentaria mais uma: A otimização de uma parte, leva à otimização do todo?

E aí? Gostou?  Então curta e indique o blog para seus amigos.

Água engarrafada ou água de torneira? Como a sua escolha impacta o planeta?

photo: freeimages.com by Andrew Beierle
Em 20 de Outubro, o New York Times publicou um artigo de Tatiana Schlossberg,  intitulado “Bottledwater ou tap: How much does your choice matter?” que instiga os leitores a responder um questionário sobre o impacto ambiental decorrente da escolha entre beber água engarrafada ou água de torneira e comenta sobre as respostas dadas pelos leitores.
Esse é um assunto que embora pareça se referir à Engenharia ambiental, tem muito a ver com logística e cadeia de suprimentos, uma vez que estamos sistemicamente envolvidos com tudo isso e, também porque é nossa responsabilidade pessoal e profissional contribuir para a sustentabilidade da cadeia de suprimentos. E ainda pelo aspecto da logística reversa que é matéria de nossa preocupação.
Alguns dados dos comentários feitos pela articulista são estarrecedores:

Consumo desproporcional de energia

A Água engarrafada custa até 2.000 vezes mais energia do que a necessária para disponibilizar a mesma quantidade de água potável na rede pública, dependendo do local em que o processamento é feito.  Tatiana alerta que embora ainda existam lugares em que a água da rede pública não seja segura, mesmo as águas engarrafadas podem não estar livre de poluentes, o que agrava a questão.
Considere o gasto desproporcional de energia motivado pelo hábito do consumo de água engarrafada. Nos EUA, que tem uma população em torno de 320 milhões de habitantes, o consumo do produto foi de 49 bilhões de garrafas no último ano.
Além disso, o que fazer com as garrafas?  Em 1950 o consumo global de garrafas plásticas era de 5,5 milhões de toneladas. Em 2009 esse consumo subiu para 100 milhões de toneladas.  Imagine o impacto disso.
Isso sem contar as embalagens plásticas de refrigerantes que, no mesmo período, teve média de 62 garrafas por habitante. 

Para onde vão as embalagens plásticas?

Nos EUA, cerca de 1/3 das garrafas são recicladas mas essa figura cai para apenas 14% no total de embalagens plásticas. Apesar do uso de energia necessário para a reciclagem, a emissão de gases estufa é menor do que o provocado pelos outros 14% que são incinerados,  ou dos 40% que vão para aterros sanitários, com tempo de deterioração ainda não completamente conhecidos mas bastante longos, ao longo do qual emitem gases de efeito estufa e poluentes.
E para onde você pensa que vão os outros 32%?  Se você pensou, para os oceanos, você acertou.  
A maioria dos poluidores marítimos está no sudeste asiático e respondem por 50% do lixo flutuante, mas quem já passou pela Baia da Guanabara sabe bem o tamanho da encrenca.
Globalmente, isso dá algo entre 5 milhões e 13 milhões de toneladas anuais  Apenas 1% disso oferece condições de retirada. O restante vai para o fundo ou é engolido por animais, com severos danos à fauna, ou ainda acaba congelado nas calotas polares.
E mesmo se colonizados por microrganismos durante o processo de decomposição, ainda assim o material plástico é agressivo porque emite substâncias tóxicas que poluem as águas oceânicas.

Esses não são os únicos impactos observados:

Citou-se o consumo de refrigerantes em garrafas plásticas. Essa quantidade, somada à  do refrigerante consumido a partir de latas ou garrafas de vidro, faz com que o consumo médio nos EUA suba para cerca de 100 litros anuais por habitante.  Segundo a Associação Médica Americana, essa é uma das causas da crescente obesidade da população.
E cidadãos obesos gastam mais energia na alimentação, no transporte, e com ar condicionado, agravando sistemicamente o clima.
Além de beber menos refrigerante e menos água engarrafada, que outras ações você poderia tomar para reduzir o impacto ambiental do consumo de plásticos?

Qual seria o impacto logístico das mudanças possíveis nessa área?
Como resolver o nó da logística reversa no caso das embalagens plásticas.

A ineficiência nossa de cada dia – Perguntas que não calam

Há muito tempo, visitando o Rio de Janeiro como turista com a família, resolvemos ir ao Pão de Açúcar.  Achei muito estranho o fato de que, no bondinho, pagamos somente a passagem de ida.  A passagem de volta foi paga lá no alto.
Daí surgiu a pergunta: Será que é muito grande o percentual dos passageiros que desce o rochedo de rapel, voando, que se joga, sei lá?  Porque não me parece fazer sentido que se cobre por trecho, algo que é o único meio de transporte para a ida e para a volta.
Mais recentemente, meu filho voltando de Ilhabela, descobriu que a passagem da balsa é paga no sentido Continente – Ilha, e novamente no retorno.  Pergunta:  Será que tem muito turista que volta à nado?  Ou a quantidade de  carros anfíbios no Brasil é muito grande?  Nesse caso não precisaria nem da balsa né!
Por que essas cobranças não poderiam ser feitas em um único evento, economizando papel, funcionários, tempo e tudo o mais?
Ontem, acompanhei minha esposa a um hospital do convênio para um pequeno procedimento dermatológico para o qual ela já havia recebido indicação através de uma consulta prévia.  Na recepção, o sempre presente dispensador de senhas numéricas.  Depois de uma espera razoável, um tempo de atendimento mais longo ainda para o preenchimento da papelada.
Depois de preenchidos todos os formulários, feitas as assinaturas, carimbos, benzeduras e outros ritos no guichê, foi solicitado a ela que se dirigisse à ala dos consultórios e aguardasse a chamada. Lá estávamos e, depois de algum tempo vem a funcionária da recepção trazendo um punhado de papeis e depositando em um escaninho na porta do consultório.

Quanto tempo se perde em atividades inúteis?

Mais um tempinho de espera e sai o médico para recolher os formulários, entra novamente no consultório (provavelmente para ler do que se trata), e depois inicia a chamada dos pacientes.  Ora, estamos em 2016, será que não seria mais prático que cada médico recebesse online a ficha dos pacientes designados?  
Ah, e antes de executar o procedimento, o médico solicitou que a paciente voltasse à recepção para preencher novos formulários para que ele pudesse realizar o procedimento.
Ora, mas se já havia uma indicação prévia declarada logo ao chegar, por que todos os formulários não foram preenchidos de uma só vez?
A conclusão é que gastamos mais tempo na recepção preenchendo a papelada do que no procedimento propriamente dito, que não chegou a demorar 5 minutos.
Em quantos outros lugares como Bancos, Correios, Postos de combustível, e mesmo de forma mais prosaica em bares, restaurantes e padarias, não nos deparamos com esse mau uso dos recursos?
Esses são apenas alguns exemplos que compõem o custo (escondido) da nossa ineficiência crônica, que derrubam o nível de serviço, e que fazem com que tudo demore mais e demande recursos desnecessários.
Sabe por que?   Porque parece que o ato de pensar está cada vez menos valorizado e a criatividade deu chá de sumiço.  Temos os recursos mas continuamos repetindo coisas do tempo em que sequer existiam computadores. Isso faz com que milhares de horas e milhões de Reais sejam gastos sem que se acrescente uma mísera gota de valor ao produto ou ao serviço.
Está na hora de cada um de nós fazer algo no sentido de eliminar a ineficiência nossa de cada dia.
E você, o que anda fazendo para racionalizar as suas atividades diárias no trabalho?

O que uma mancha de óleo no piso diz sobre o seu ambiente de trabalho?

Um respingo de óleo no piso de seu armazém, não importa o tamanho, deve ser limpo imediatamente, ainda que seja necessário interromper o fluxo de veículos pela via, visto que representa um risco à segurança. E a passagem descuidada de um veículo sobre a mancha irá multiplicar o problema. 

Respingos pequenos  geralmente conseguem ser limpos com uma simples estopa, enquanto que vazamentos maiores podem requerer o uso de algum tipo de absorvente, seguido de uma secagem final e limpeza, razão pela qual é importante dispor de kits absorventes pela área em que transitam seus equipamentos de movimentação e armazenagem.

Se por alguma razão extraordinária, o local não puder ser limpo imediatamente, então deverá ser isolado, embora disso decorra a absorção do líquido pelo concreto com as consequentes manchas e enfraquecimento superficial.

Entretanto, um respingo de óleo nunca é apenas um respingo de óleo. É hora de refletir sobre a qualidade de sua manutenção de equipamentos, e do treinamento do seu pessoal.
a) Suas preventivas estão acontecendo de acordo com o programado?  Por exemplo:
  • Serviços de rotina e lubrificação periódica
  • Inspeções periódicas e revisão do motor e sistemas hidráulicos (mangueiras, conexões)
  • Pequenas manutenções corretivas (troca de peças e consumíveis)
  • Manutenções programadas e reformas de grande porte

b) Você tem certeza que os seus equipamentos estão trabalhando dentro de suas faixas de capacidade?

c) Os seus operadores não estão forçando os sistemas hidráulicos?

Um respingo de óleo, tal qual restos de embalagem no chão, páletes mal arrumados, corredores bloqueados, e tantas outras não conformidades com que deparamos em uma inspeção visual (vejam a minha postagem “Certificado do Paraíso” em que eu já tratei desse assunto), denotam uma moral pobre dos empregados, e acarretam baixa produtividade, danos aos produtos, e podem culminar em acidentes com perda de tempo e prejuízos mais sérios.

Portanto pessoal, mãos à obra na implantação de uma rotina de inspeções visuais em seus armazéns, devidamente acompanhada de um plano de ação para eliminação dos problemas encontrados.  

Se precisar de ajuda, me chame.

UMA DICA PARA CORTAR OS CUSTOS NO SEU ARMAZÉM

Foque seus esforços na redução de erros de sua operação

Uma das melhores maneiras de conseguir economia em sua operação é, sem dúvida, reduzindo o seu índice de erros, o que tem como consequência a melhoria da sua qualidade global. Fácil, fácil, a soma dos erros que mostram a cara e os que sobrevivem escondidos, podem representar mais do que 10% dos custos do seu armazém.

E onde acontecem esses erros?

Nas operações de armazém são comuns os erros por:

  • Entradas de produtos em códigos errados;
  • armazenagem no endereço incorreto;
  • separação (picking) de produtos errados;
  • o carregamento de um veículo de maneira incorreta (ineficiência no uso do espaço = frete mais alto.)

Isso sem falar nos custos adicionais de retrabalhos, reentregas, vendas perdidas, danos e avarias, etc…
Essas são ocorrências que drenam o capital de uma empresa de maneira sub-reptícia.

Mas como eu posso resolver isso?
Os erros podem ter sua origem tanto na deficiência de seus métodos de trabalho e controle, quanto na deficiência de treinamento de seu pessoal, ou pior, na qualidade de seu processo de seleção.
Colete dados sobre os erros que estão ocorrendo. Há inúmeras maneiras de fazer isso mas seria demasiado longo escrever sobre cada uma das técnicas. Uma boa idéia é conversar com seu pessoal e envolvê-los na solução do problema. Não subestime essa possibilidade. Minha experiência mostra que eles são muito receptivos a colaborar.
Com base no conhecimento deles sobre o que sai errado e por que, você poderá classificar os erros por tipo e frequência, e desse modo estabelecer metas para reduzi-los e planejar as ações para a eliminação total.
Não estabeleça suas ações baseado apenas no valor dos erros. A frequência e a ocasião em que ocorrem são indícios muito importantes de problemas no seu processo.
Também deixe claro que o objetivo do controle não é “enforcar” ninguém. Um ambiente sem erros é vantajoso para todos.

Publique os resultados de suas análises mas faça isso sem citar os nomes de quem errou (afinal lembre-se que o problema pode estar em seu método). Se um colaborador em particular demonstrar ser um recordista de erros, esse é um problema para ser resolvido de modo particular com o supervisor do armazém e seu setor de treinamento.

Felicite os bons
Porém, não coloque todo o seu esforço no aspecto negativo: Faça um “ranking” com os nomes dos seus colaboradores que erram menos. Quando você destaca o bom desempenho, tanto quanto os problemas, e dá apoio aos trabalhadores tão logo eles comecem a pensar em qualidade, você perceberá que a sua taxa de erros começará a se reduzir.
No entanto, do mesmo modo que não é sensato expor o nome de quem erra, eu não aconselho que se publique esse ranking nominalmente permitindo a comparação do desempenho entre seu pessoal. Simplesmente mostre quem foi o melhor! Isso já terá um excelente efeito motivador entre os demais.

A safra recorde e os riscos de apagão logístico

Li hoje um artigo do Deputado Federal pelo Paraná, Dilceu Sperafico, sobre os riscos de apagão logístico que continua rondando nossa economia.
Segundo o artigo, 50% da safra de soja do Mato Grosso é consumido pelo frete até os portos de exportação. Isso corresponde a cerca de 31% de toda soja produzida no Brasil.
Dá pra perceber o tremendo ralo por onde escoa nossa economia?

Numa outra notícia que li sobre o transporte de açúcar da região de Ribeirão Preto para Santos, o uso do transporte ferroviário provoca uma redução de 20% no custo do frete.

Caramba! Até quando ficaremos dependentes do transporte rodoviário?

Segundo Sperafico, nossa matriz de transporte faz com que 67% da safra seja escoada por rodovias, enquanto que nos Estados Unidos o transporte rodoviário movimenta apenas 26% das cargas enquanto o ferroviário é responsável por 38%.

Com base na comparação feita acima, dá pra perceber que o jeito americano de transportar é muito mais econômico.

De que adianta comemorarmos safras recordes e descobrir que somos o celeiro do mundo, se metade de tudo vira poeira de estrada? Quanto mais produzimos mais prejuízos acumulamos, tanto pela falta de infraestrutura, quanto pelo custo dos insumos e excessivos impostos.

Dia desses vi uma entrevista na TV Câmara ou TV Senado (sei lá!) sobre a movimentação que está acontecendo entre os parlamentares, no sentido de mudar nossa matriz de transporte dando ênfase para as ferrovias. Vamos ver se os caras fazem o trabalho direito e rápido.

Leia o artigo completo em http://migre.me/rhQk

Certificado do Paraíso

Um desejo recorrente a todos com quem converso é a respeito de manter seus custos operacionais baixos.

Em primeiro lugar é preciso dizer que preocupar-se simplesmente em reduzir custos é olhar pelo lado errado do binóculo. O correto seria primeiramente se perguntar se o valor percebido pelos clientes é compatível com o nível de custos. Eu respondo que provavelmente não! É só procurar um pouco que descobriremos custos que não acrescentam nada ao valor percebido pelos nossos clientes.

Então como garantir custos compatíveis com o valor percebido em nossas atividades?

Garantindo que nenhuma atividade desnecessária está sendo feita.

De um modo geral, todos os responsáveis por um armazém se orgulham de manter um conjunto de indicadores de sua operação, que lhes informam que essa operação está sob controle, que seus custos estão enxutos, que o desempenho e a qualidade do trabalho são bons, etc… Ou seja, é uma espécie de “Certificado do Paraíso” com direito a anjos tocando harpa, suave perfume no ar e tudo!
No entanto, podemos listar uma meia dúzia de itens que vão lhe indicar que há problemas:

Sinais escondidos (mas nem tanto) que informam o que esta acontecendo com seus custos:

Poças ou manchas de óleo no piso:

São indicativas que sua manutenção está deixando a desejar. Um ou vários de seus equipamentos estão sendo utilizados acima dos limites de capacidade, ou a manutenção preventiva não está sendo feita a contento, ou o piso está em mal estado, etc…)

Olhe para cima: Há alguma lâmpada piscando ou já queimada?

Puxa, isso com certeza estará lhe oferecendo uma condição para uma leitura errada no código de uma etiqueta, ou um pesagem errada, ou uma conferência inadequada, etc… Talvez daqui há um ou dois dias aquele seu cliente importante devolva um pedido por causa de um erro desses.

E aquela sala que está com a porta aberta?

Deu prá ver que o aparelho de ar condicionado está funcionando? Se a sua intenção não é refrigerar o mundo e reduzir o efeito estufa, então provavelmente o que você está vendo é mais um ponto de desperdício.
Em todos os lugares há sempre uma das infinitas possibilidades de desperdício lutando para se fazer presente afim de onerar os seus custos de produção.

Vá a luta. Descubra esses desperdiçadores e elimine-os sem dó nem piedade! A competitividade de sua operação agradecerá o esforço!