Ferramentas gratuitas para ilustrar seus projetos e apresentações

Muitas vezes precisamos ilustrar um projeto ou apresentação e falta-nos a imagem ou o desenho capaz de comunicar nossa ideia.  Ao invés de recorrer a uma imagem colhida na internet possivelmente violando direitos autorais e nem sempre perfeitamente adequada aos nossos propósitos, aprenda que existem inúmeras ferramentas gratuitas que podem nos salvar nessas horas.
Eu pretendo considerar aqui 3 situações bem definidas: Desenhos de engenharia, Representações tridimensionais; e Fotos ou Ilustrações.
Não vou tratar aqui de diagramas e gráficos que também podem ser construídos através de ferramentas gratuitas, mas uma postagem sobre desse tipo de aplicação ficará para uma outra ocasião. 

Desenhos de engenharia

O mais clássico dos software para esse tipo de desenho é o AutoCAD desenvolvido e comercializado pela AutoDesk, mas cujo valor da licença o torna inviável para usuários eventuais e estudantes.
Entretanto, a AutoDesk disponibiliza versões gratuitas para estudantes em http://www.autodesk.com/education/free-software/featured
Além desse, há também o FreeCAD em http://www.freecadweb.org
Uma situação muito comum em logística é o desenho de layouts de instalações, que podem ser estruturas extremamente complexas. Nesse caso, há múltiplas vantagens na utilização de software no conceito CAD (computer aided design) ao invés de aplicativos voltados à construção de diagramas, ou para desenhos não vetoriais.  As múltiplas ferramentas de produtividade dos CAD os tornam muito práticos para escalar, replicar, desenhar em camadas, e imprimir em formatos ABNT.   De um modo geral não são intuitivos e fáceis de utilizar como um processador de texto; a curva de aprendizagem é longa mas a qualidade final do trabalho compensa o esforço em aprender os seus princípios.

Modeladores tridimensionais

Embora os software de CAD possuam ferramentas 3D, seu uso não é para principiantes.  Aqui eu quero tratar de ferramentas capazes de oferecer resultados com um aprendizado mais rápido.
Na minha opinião o rei dessa categoria é o Sketchup.   
Esse modelador 3D também exige uma curva de aprendizagem para extrair dele todo o seu potencial, embora eu o considere bastante intuitivo e divertido de utilizar.  Mas não se desespere, há centenas de tutoriais disponíveis pela web.  
Uma vantagem adicional é o armazém 3D que funciona em regime de colaboração, e de onde se pode baixar modelos já prontos para aplica-los nos seus próprios.  A imagem ao lado veio de lá.
Graças à sua paleta de cores e texturas, eu o utilizo mais para modelos ilustrativos, detalhando formas e equipamentos por exemplo, mas com ele é possível de se construir modelos tridimensionais extremamente complexos. Você não acreditaria do que a versão paga é capaz de oferecer em termos de texturas.
Uma segunda opção para modelagem 3D é o Wing3D   Eu ainda não o experimentei, mas pelo que vi nos tutoriais, parece poderoso. Dizem que é mais intuitivo do que o Sketchup mas porque utiliza uma técnica de desenho poligonal diferente da utilizada por este, a construção de formas me pareceu um tanto confusa.

Fotos e Ilustrações

Aqui também há várias opções.
Eu utilizo o FreeImages    e o Pixabay    A primeira imagem desta postagem veio do primeiro.
São portais colaborativos com muitas fotos, ilustrações e vídeos mantidos sob licença Creative Commons, em que se pode encontrar dentre os milhares de fotos, ilustrações e vídeos de boa qualidade, aquele que seja a mais adequado para comunicar a sua ideia.  E se você resolver pagar há uma seção de fotos premium.

Há porém um detalhe imprescindível que não pode deixar de ser lembrado: Se você não sabe inglês, desculpe mas você perdeu o bonde.  O único deles que está em português é o Sketchup.

Como medir a área de um armazém?

O primeiro passo antes de iniciar o desenvolvimento de um layout, seja para instalações de armazenagem (porta-páletes, prateleiras), ou para instalar máquinas operatrizes, é sempre conhecer as características geométricas da área em que será aplicado, afim de resolver o layout da maneira mais eficaz e flexível.

É preciso ter em mente ao medir uma área, principalmente em prédios antigos e não pré-moldados, que suas paredes podem não ser ortogonais apesar da aparência. Muito provavelmente você encontrará também distâncias diferentes entre pilares.

Muito cuidado terá de ser tomado também com a presença de obstruções que muitas vezes passam despercebidas, tais como:

No piso: ralos, desníveis, degraus, canais de escoamento com grades, tampas de inspeção, áreas de piso sobre lajes que limitarão a carga possível, trilhos guia de portas de correr, etc…

Nas paredes: Será preciso observar a presença de hidrantes, de válvulas de governo (sistema de sprinklers), de caixas de comandos elétricos, de caixas de inspeção ou de passagem, de portas de emergência, de ressaltos nas posições dos pilares, de tubulação aparente (hidrantes, sprinklers, eletricidade, dados, etc…). Também é preciso olhar para cima e verificar a existência ou não de tubulações e dutos, eletrocalhas, cabeças de pilares, grades de exaustores, janelas ou venezianas de ventilação, etc…

Junto aos pilares: Verifique se não há capiteis dos pilares reduzindo o pé-direito, se não há hidrantes ou tubulações, se na raiz do pilar não há nenhum tipo de ressalto acima do piso, etc… Não se esqueça de verificar a forma (cilíndricos, quadrados, retangulares, bem como medir a secção dos pilares.

Na parte aérea, horizontalmente: Preste atenção na presença de tubulações, sprinklers, eletrocalhas, luminárias pendentes, dutos de ar condicionado, e qualquer outra obstrução que não possa ser removida. Muitas vezes a própria estrutura do telhado irá constituir algum tipo de obstrução através de tirantes, treliças, vigas, etc…

Pé direito
Quando falamos de pé-direito de um prédio, sempre nos referimos à altura livre para a instalação de porta-páletes ou outras estruturas de armazenagem, bem como para a elevação de páletes através das empilhadeiras. Portanto, o pé-direito terá de ser considerado no nível da obstrução mais baixa que não possa ser removida.

Em alguns casos de poucas obstruções localizadas, poderemos sinalizá-las de modo a aproveitar um pouco mais do pé-direito disponível. No caso de luminárias pendentes não se esqueça de verificar a possibilidade de instalá-las mais acima do nível original.

Equipamento:
Em primeiro lugar vamos falar um pouco do equipamento de medição.

O ideal é utilizar-se de uma trena a laser de boa qualidade com capacidade de no mínimo 50 metros. Esse equipamento racionalizará as medições e permitirá que um analista sózinho faça rapidamente todas as medições necessárias.

Dado que é um equipamento caro, a segunda escolha deveria ser uma trena de fita, preferencialmente em fibra de vidro, do tipo utilizado em topografia, também com comprimento de 50 metros. Nesse caso é pouco provável que se consiga fazer as medições sem ajuda de um auxiliar.
No entanto, um gancho resistente, um imã de neodímio, ou qualquer outro artifício do gênero, poderá ajudá-lo a fixar a ponta da fita em estruturas metálicas ou num ponto fixo e desse modo reduzir a necessidade de ajuda extra.

Trenas curtas aumentam os erros de medição
A utilização de trenas muito curtas – 5m ou menores, não é conveniente para a medição de grandes comprimentos porque implicará em um erro acumulado inaceitável.

Na segunda parte deste texto assumiremos que será utilizada uma trena de fita, por ser de utilização mais comum.

crédito da imagem: Padsbrother em http://www.flickr.com/photos/padsbrother/2766681720 sob licença creative commons