Logística para colorir – episódio 3

Eu creio que mais uma vez não aparecerá o video no blog. Esse é um bug que não estou conseguindo consertar, infelizmente. Mas segue o link para garantir que você possa vê-lo. Boa semana. https://youtu.be/8QPdN0t4z14

Gerencie sua mão de obra e aumente o rendimento de seu armazém

image by Arjun Kartha in www.freeimages.com

inspirado em um artigo de Joe Caston da Cadre Technologies para a Inbound Logistics
Fornecer um bom nível de serviço aos clientes é hoje mais importante do que nunca. Por isso os armazéns tem que trabalhar tão eficientemente quanto possível.
Dentre tantas outras coisas, isso nos remete à qualidade e ao gerenciamento de nossa mão de obra, visto que para a maioria das operações logísticas é ela um dos fatores mais críticos para o sucesso.
Uma das frases mais recorrentes que vemos por aí em declarações de missão, valores, e outras, é que os empregados são o ativo mais valioso das empresas.  Mas será que essa importância se reflete de fato na vida real?

É frequente que as avaliações de desempenho da sua mão de obra sejam subjetivamente julgadas pelos seus gerentes ou supervisores.
Para ter certeza que o nível de serviço aos seus clientes conseguirá ser atingido, é imprescindível utilizar alguma ferramenta de gerenciamento de mão de obra, que garanta que seus processos serão custo-eficientes.
Desse modo, use um sistema que ajude a criar os padrões de desempenho e proporcionar um conjunto consistente de referências

Só com uma ferramenta desse tipo, com os dados e relatórios que proporcionam, você poderá sentir-se seguro em abordar novos clientes e convencê-los das sua credibilidade e das habilidades para ser um parceiro de longo prazo.  E fidelizar os seus clientes atuais e deixá-los felizes.

Suas medições devem ser padronizadas

Desse modo, o oferecimento de incentivos, o direcionamento aos programas de treinamento, a avaliação do desempenho propriamente dita, e em última análise as eventuais trocas de pessoal, serão feitas em bases normalizadas e devidamente ponderadas.
Ao desenvolver tecnicamente os padrões de trabalho, automaticamente você criará uma forma muito clara e transparente de medir o desempenho.

Use um consultor de produtividade

Um profissional especializado em análises de produtividade pode avaliar quanto tempo será necessário para que um empregado execute cada atividade das operações em que esteja envolvido, como por exemplo, o tempo para fazer o picking de um determinado pedido, ou o carregamento de um dado veículo.  Para isso utilizará as técnicas mais adequadas ao seu tipo de operação e você terá, adicionalmente, as áreas que apresentem oportunidades de melhorias e as orientações para racionalizá-la e melhorar ainda mais o desempenho global. 

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Corrigindo o rumo em um mês complicado

Um dos fatores críticos de qualquer operação logística é conseguir prever se haverá os recursos necessários para atender a demanda vindoura.
A vantagem do uso de um sistema de gerenciamento de mão de obra é que pode ser comparada a um computador de vôo, retroalimentando as informações geradas e corrigindo o rumo em tempo real a fim de proporcionar uma visão do que vem pela frente.
Isso é uma enorme vantagem frente ao simples apontamento e relatório mensal do desempenho, que nada mais é do que olhar pelo espelho retrovisor e, no máximo, saber porque não se atingiu a meta.
Se você consegue medir quinzenalmente isso já é um progresso porque permite corrigir com alguma antecedência. Entretanto, ter acesso à informação em tempo real é atingir o paraíso, mas para isso será preciso automatizar o seu processo de medição.

E como conseguir isso? 

Seu sistema deve fornecer um dashboard, um painel de controle contendo os seus indicadores críticos e seus apontadores de tendência, que sejam planejados para alertá-lo sobre qual ou quais atividades apontam para a deterioração ou para a superação.
Sempre que o supervisor percebe que a produtividade está indo mal, poderá tomar ações corretivas imediatas.
Um sistema de gerenciamento de mão de obra avaliará um período de tempo – seja um dia, uma semana, ou um mês – e proporcionará os dados concretos sobre quão eficiente o trabalho está se desenvolvendo e se o negócio está alcançando as metas de resultado. Para empresas com múltiplos armazéns, a visibilidade nas localizações remotas pode ser inviável de outro modo.
Aqui cabe uma observação importante: Quanto mais estável for a demanda de serviços, melhores serão os resultados, e isso equivale a dizer que é preciso também estabelecer “amortecedores” para absorver os impactos das variações da demanda – isso equivale dizer procurar controlá-las. 

Uma mudança filosófica

Essa abordagem pode ser vista como um conceito relativamente simples, mas representa uma mudança filosófica importante para os operadores logísticos que são utilizados para concentrar ou mover produtos, em oposição à medir desempenho interno.
A gestão da mão de obra é com muita frequência a última peça da equação de TI que as empresas implementam, mas com as novas tecnologias e sistemas em tempo real, isso pode tornar-se uma interface transparente e que é relativamente simples de aprender.
Negócios que já se utilizam de WMS podem ser aptos à adicionar um módulo de LMS – ou eventualmente o seu sistema já pode ter um que não esteja sendo utilizado.

O gerenciamento da mão de obra pode não ser a prioridade número 1 de sua empresa, mas não o deixe ficar escondido na prateleira dos fundos. Quanto antes você começar a conhecer as variações de suas operações, os seus fatores críticos, e acompanhar os seus custos de mão de obra, mais cedo você se tornará mais eficiente e competitivo.

E nos estamos aqui para ajudá-lo. É só ligar.

Segurança em armazéns

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Você sabia que segundo pesquisas americanas levadas à efeito pela OSHA (Occupational Safety and Health Administration), que é o orgão norte americano que cuida da segurança do trabalho, cerca de 80% dos acidentes em armazéns acontecem na área das docas, que via de regra ocupa apenas 20% da área operacional total das instalações.

Segundo a mesma pesquisa, uma das causas mais comuns são os atropelamentos, principalmente quando os carregamentos/descarregamentos são feitos através da entrada da empilhadeira no interior dos veículos.

Para mitigar esse problema e outros tantos de segurança ocupacional, precisamos pensar em termos de como sinalizar de modo inequívoco as áreas mais perigosas, e como prevenir e eliminar as situações de risco, para o que será importante refletir sobre as seguintes afirmativas:

  1. A segurança é sempre Top – Down. Isso significa que começa pelos níveis superiores de sua hierarquia e deve sempre ser mandatória e não apenas sugestões. O credo de uma das empresas que tenho a honra de atender, diz em uma frase algo assim; “Nenhum trabalho é mais importante do que a segurança dos empregados”. Simples assim!
  2. O treinamento dos envolvidos é imprescindível, e isso exige qualidade de material e instrutores capacitados;
  3. É muito importante conhecer como os colaboradores trabalham. Os métodos de trabalho devem ser documentados e padronizados;
  4. Obtenha o envolvimento dos empregados na discussão e avaliação dos riscos, e na busca de soluções;
  5. Aprofunde-se nos conhecimentos de ergonomia e das demais necessidades físicas, metabólicas e psicológicas dos empregados. Essas são variáveis importantes quando o assunto é segurança;
  6. Avalie os riscos de cada atividade, discuta e esquematize os modos de redução desses riscos;
  7. Avalie as condições do armazém e elimine as condições inseguras (sem dó). Isso inclui iluminação, ventilação, ruídos, obstruções, manutenção de equipamentos e muitas outras coisas.
  8. Investigue a fundo as causas dos acidentes e incidentes. Registre, e trace um plano de ação para cada um.  É uma filosofia desse tipo que torna a aviação tão segura, porque cada acidente é tomado como um meio de aprender a lição e aperfeiçoar o processo para que nunca mais aconteça algo parecido;
  9. Mantenha um canal consistente de comunicação entre todos os níveis. Isso envolve feedback;
  10. Crie métricas que avaliem e valorizem a presença de situações seguras. Faça uma gestão positiva e não apenas das circunstâncias de falta de segurança. Incentive a segurança e a produtividade. Premie, torne públicas as boas ações.

O que fazer para melhorar a segurança?

Há inúmeras ações de segurança e prevençao que exigem pequenos investimentos, e muitas vezes investimento algum, mas que contribuirão para a melhoria do ambiente de trabalho. Ações assim passam despercebidas para a maioria dos gerentes e técnicos de segurança.

Que tal considerar:

  • Mastros flexíveis com bandeirolas para que paleteiras e empilhadeiras sejam visíveis acima dos páletes estacionados e possam ser vistas antecipadamente?
  • Sinalização de solo como faixas de pedestres e bloqueios visuais nos cruzamentos?
  • Espelhos convexos nas esquinas?
  • O uso de coletes ou faixas refletivas nos uniformes de seu pessoal (ao transitar pelos corredores dos armazéns)?
  • Estabelecer regras do tipo: Empilhadeira operando = proibida a passagem de pedestres.
  • O uso de formulários para o registro de condições inseguras, incidentes, e sugestões para a melhoria da segurança?
  • Pintura que destaque os pilares e as obstruções inevitáveis?

Participe ativamente do blog: 

Que outras ações de segurança você conhece ou são aplicadas nos armazéns da sua empresa?

Poste seu comentário, compartilhe suas sugestões.  De um “curtir”. Diga que gostou do que leu.

1.     

Qual o nome correto do equipamento?

Que tal reler esta postagem que foi uma das “campeãs de audiência” deste blog?

Estantes ou prateleiras?

Na postagem original, o quadro contendo as definições do dicionário foram perdidas. Por isso eu as estou recuperando aqui.

A ideia desta releitura é refletir um pouco sobre o modo como os equipamentos são chamados, e como isso pode interferir na objetividade da documentação, nos treinamentos e no dia a dia, aumentando a eficiência da comunicação, ou em contrário, contribuindo para situações de insegurança.

Eu já vi o equipamento que em inglês é denominado pallet jack (veja figura ao lado), ser chamado aqui no Brasil, de:

Paleteira, Birigui, Matrim, Transpalete, Transpaleteira, Burrinha, Carrinho, e outros nomes curiosos.

A princípio parece não haver nenhum problema nisso visto que no Brasil não existem nomes normalizados para a maioria dos equipamentos, porém em qualquer processo é muito importante que exista alguma padronização e muita objetividade, visto que isso facilitará em muito a comunicação entre os operadores, as atividades de manutenção, as instruções de segurança e o controle de uso.

Por isso, procure sempre tratar as coisas pelos nomes certos. Uma boa dica é ver como a maioria dos fabricantes se referem a eles.

Medindo o sucesso na sua operação

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Em meu trabalho como consultor de produtividade e logística, sou questionado recorrentemente por Atacadistas e Distribuidores sobre como reduzir seus custos de distribuição, como aumentar a produtividade do grupo de trabalho, como aumentar a fidelização dos clientes, e como melhorar a motivação dos funcionários.

Muitas vezes as soluções para esses problemas são buscadas através de novas técnicas de venda, em ações de marketing, em seminários motivacionais milagrosos, e muitas vezes nas teorias de muitos dos novidadeiros profissionais que andam por aí.

É preciso ter visão sistêmica

Como profissional de logística e crente ardoroso da teoria de sistemas, que diz que: “a otimização das partes não leva automaticamente à otimização do todo”, eu devo lembrar que nenhuma ação comercial ou motivacional trará bons resultados se tomada isoladamente.
Eu não concebo o sucesso se não houver uma equipe comercial de ponta, e uma retaguarda com pessoal treinado, bom layout, bons equipamentos, e um bom sistema de gestão ligando tudo.

Você também já deve ter ouvido por aí, aquele que é um dos meus ditados prediletos: “Se você não consegue medir, também não consegue gerenciar”.
Portanto, somente um bom sistema de movimentação e armazenagem de mercadorias, métodos de trabalho ergonômicos e racionais, bons sistemas de informação (não necessariamente computacionais), e um efetivo controle dos custos e da produtividade, poderão em conjunto, oferecer uma base sólida para sustentar todas as outras ações visando alcançar o sucesso empresarial.

Descubra suas métricas críticas

Então, o corolário daquele ditado deve ser:
“Se você não estiver medindo a coisa certa, então terá muito trabalho para gerenciar seu negócio”.

Há muitas variáveis que definem o sucesso na distribuição de bens e serviços, mas do ponto de vista estritamente logístico, há apenas alguns indicadores chave que realmente fazem a diferença e eles incluem o peso e/ou o volume, a quantidade de entregas e de itens, e os recursos utilizados.
Para que o gerenciamento seja eficaz, os controles dessas variáveis devem focar nas áreas de custos, de serviços, e de produtividade.

Analise o seu negócio e veja se você tem elementos para responder as questões apresentadas abaixo?

    • Quais são seus custos por unidade entregue no cliente?
    • Qual o seu custo percentual da distribuição em relação ao seu faturamento?
    • Qual o custo por m3, ou por tonelada distribuída?
    • Qual o percentual de suas entregas que são feitas no prazo combinado?
    • Qual o percentual de seus pedidos que são entregues corretamente em produtos e quantidades?
    • Qual o percentual de produtos não atendidos por falta no seu estoque?
    • Qual o tempo de cada entrega?
    • Qual é o seu custo por quilometro rodado?
    • Quantas linhas de pedido seu pessoal separa por hora?
    • Qual o percentual de utilização de seus veículos?

                    Como pode ser percebido, os indicadores acima dependem da análise dos dados coletados sistematicamente durante algum tempo, de modo que haja consistência quanto às curvas de distribuição de cada grandeza, ou pelo menos de suas médias e da variação das figuras encontradas.

                    Um primeiro passo para o sucesso de suas medições é:

                    • Defina previamente quais dados serão coletados, de que forma, e por quem, seguido de um plano viável para analisá-los e torná-los facilmente interpretáveis.

                    Isso lhe dará uma clara idéia do ponto em que sua empresa está.

                    Em seguida:

                    • Estabeleça um plano de ação para tomar decisões sobre as figuras resultantes. Para isso, será preciso também estabelecer claramente os critérios de comparação e as metas que devem ser atingidas.

                    Use metas desafiadoras

                    Não me venha com “reduzir em 1,5% o tempo de minhas entregas” , ou “reduzir 0,5% do meu custo de entrega”, porque isso não desafia ninguém.
                    No primeiro ano só será possível comparar os dados resultantes contra seu orçamento. No segundo ano do controle, você já poderá compara-los contra a realidade do ano anterior e apurar os seus ganhos ou suas perdas.

                    Não perca tempo! Examine as tendências negativas e estabeleça um plano de ação – documentado – para melhoria desses indicadores num tempo definido.

                    Por exemplo: 6 meses.E por último mas não de menos importância:
                    Lembre-se que não basta “decretar” as metas. É preciso que seu pessoal comprometa-se em atingi-las.
                    Para isso escolha indicadores objetivos, que possam ser facilmente interpretados por todos os seus colaboradores.


                    Você ficará surpreso com os resultados obtidos!

                    Aproveite que terminou a sua leitura, curta e deixe um comentário sobre os seus indicadores.

                    Esta postagem revisa o artigo escrito em 02/03/2009