Sobre nossa falta de educação ambiental

De vez em quando, chegam até mim através do grupo Jacutinga de observadores da natureza (facebook), constatações de agressões completamente gratuitas ao meio ambiente e à nossa fauna e flora.
Reputo isso, mais uma vez, ao fato de que somos um povo extremamente mal educado e isso não só do ponto de vista ambiental.
Falar na falência do sistema educacional do Brasil é chover no molhado, mas isso é o resultado do descaso que vem acontecendo há décadas. Infelizmente são poucos os brasileiros que conseguem entender que atitudes contra o ambiente são profundamente desastrosas no médio e longo prazo.
Mas aí eu pergunto:
Por acaso vocês que me leem sabem quantas questões sobre meio ambiente havia no ENEM deste ano?
Resposta: Nenhuma. Mas questões polêmicas, ideológicas e absurdamente além do que se ensina em nossas salas de aula, disso houve dúzias.
Tenho dó do Brasil.

Contrate bons escritores

imagem por Chris Greene – www.freeimage.com

Na série de vídeos que estou desenvolvendo, tenho procurado destacar as qualidades de bons analistas, aqueles profissionais que fazem a diferença nos projetos em que se envolvem.

Essa também é uma conversa recorrente com meus alunos, após ter solicitado alguma pesquisa ou leitura, seguida da elaboração de relatórios, quando chegam aqueles textos “enormes” de um ou dois parágrafos e não mais do que 10 linhas.
-Aprendam de uma vez: Escrever é fundamental.

Hoje, dando uma limpada naqueles documentos perdidos em nossos backups, vi o texto abaixo e não poderia deixar de compartilhar, visto que fala exatamente sobre o assunto

Contrate bons escritores:

Se está tentando decidir entre poucas pessoas para preencher uma posição, sempre contrate o melhor escritor. Não importa se essa pessoa é um designer, programador, marketing, vendedor ou o que for, essa habilidade leva a escrever mais efetivamente e concisamente código, design, emails, mensagens instantâneas e mais.
Isso porque ser um bom escritor é mais do que apenas palavras. Bons escritores sabem como se comunicar. Eles tornam as coisas mais fáceis de entender. Eles podem se colocar no lugar dos outros. Eles sabem o que omitir. Eles pensam claramente. E essas são as qualidades que você precisa.

Uma Mente Organizada
Boas habilidades de escrita são um indicador de uma mente organizada que é capaz de arranjar informação e argumentos de uma maneira sistemática e também ajudar (não fazer) outras pessoas a entender as coisas. Isso aparece no código, comunicação pessoal, mensagens instantâneas (para aqueles colaboradores de longa distância) e até esses conceitos exotéricos como profissionalismo e confiança.
 —Dustin J. Mitchell, developer (de Signal vs. Noise)

Escrita Clara leva a Pensamento claro
Escrita clara leva a pensamento claro. Você não sabe o que sabe até tentar expressar esse conhecimento. Boa escrita é em parte uma questão de caráter. Em vez de fazer o que é fácil para você, faça o que é mais fácil para seu leitor.
—Michael A. Covington, professor de ciências da computação da Universidade da Geórgia

fonte do texto: https://signalvnoise.com/archives2/hiring_tip.php

Quando há um problema, você acha que encontrar uma resposta resolve tudo?

Nada está mais longe da verdade! Encontrar uma resposta não é o último passo. É apenas o passo anterior ao início das ações necessárias para retornar à harmonia.

Para continuar a nossa conversa é preciso que concordemos com alguns axiomas sobre os problemas:

  • Um problema existe quando você tem que relacionar dois ou mais fatos mensuráveis, que estejam em conflito.
    Isso leva a um outro axioma: Todos os elementos causadores do problema devem ser mensuráveis;
  • E antes que você se desespere, saiba que:
    Tudo, sem exceções, é mensurável. Talvez você não saiba como medir algo, mas isso não significa que não possa ser medido.
  • Todo problema tem solução. Também nesse caso não há exceções. Vou repetir: Todo problema tem solução!  E geralmente tem mais do que uma única solução.
  • Para resolver um problema a primeira coisa a fazer é entendê-lo completamente.
É da natureza humana querer encontrar soluções para um problema antes dele ter sido entendido. Quem nunca se pegou botando um equipamento para funcionar antes de ler o manual? Ou começando a desmontar uma máquina quebrada antes de saber as suas características de funcionamento?
Na boa? Evite isso. Entenda primeiramente a natureza do problema, os usos, as funções, e as características do que não está em conformidade com os resultados esperados, e deixe que isso guie a escolha de suas alternativas de solução

E agora sim, alguém poderia apresentar um certo grau de pânico. Para resolver problemas você dependerá em maior ou menor grau, de criatividade, de intuição, e de muita observação. Porque para contar só com a lógica (o que já não é assim tão fácil), você teria que dispor da totalidade dos fatos, o que convenhamos é muito raro no mundo real.

 E agora, o que fazer?

O primeiro passo é aprender a medir.  Já disse em outras oportunidades, aqui mesmo no blog, que só conhece quem mede. E já fiz outras postagens mostrando como como medir, como comparar, e como apresentar os resultados dessas medições.
Um segundo passo importante, é observar o comportamento do sistema que parece ser um problema. Eu disse “parece ser” porque em muitas ocasiões, aquilo que parece ser o problema é na verdade uma consequência do verdadeiro problema.  Portanto, exercite o seu poder de observação – mais dados aqui.
E em terceiro lugar, estabeleça um protocolo de exploração do problema, para que nada seja esquecido.
Você, com certeza, já viu algum vídeo de um sítio de exploração arqueológica com aquelas linhas delimitando quadros no chão. Pois é, aquilo é feito para que nenhum pedaço de terra seja esquecido.
Do mesmo modo, é para isso que servem as listas de checking preenchidas pela tripulação de uma aeronave. Exatamente para que nada tenha sido deixado de lado.
Só assim você poderá ter a certeza de que sua análise foi completa.
Em uma outra postagem, vamos reunir essa abordagem dos problemas, com simplificação do trabalho, e com o assunto que tratamos na semana anterior sobre gerenciamento da mão de obra.
Se gostou desta postagem, comente, dê o seu joinha. E se tiver algum assunto que queira ver desenvolvido, deixe o seu comentário.

Segurança em armazéns

imagem by https://pixabay.com

Você sabia que segundo pesquisas americanas levadas à efeito pela OSHA (Occupational Safety and Health Administration), que é o orgão norte americano que cuida da segurança do trabalho, cerca de 80% dos acidentes em armazéns acontecem na área das docas, que via de regra ocupa apenas 20% da área operacional total das instalações.

Segundo a mesma pesquisa, uma das causas mais comuns são os atropelamentos, principalmente quando os carregamentos/descarregamentos são feitos através da entrada da empilhadeira no interior dos veículos.

Para mitigar esse problema e outros tantos de segurança ocupacional, precisamos pensar em termos de como sinalizar de modo inequívoco as áreas mais perigosas, e como prevenir e eliminar as situações de risco, para o que será importante refletir sobre as seguintes afirmativas:

  1. A segurança é sempre Top – Down. Isso significa que começa pelos níveis superiores de sua hierarquia e deve sempre ser mandatória e não apenas sugestões. O credo de uma das empresas que tenho a honra de atender, diz em uma frase algo assim; “Nenhum trabalho é mais importante do que a segurança dos empregados”. Simples assim!
  2. O treinamento dos envolvidos é imprescindível, e isso exige qualidade de material e instrutores capacitados;
  3. É muito importante conhecer como os colaboradores trabalham. Os métodos de trabalho devem ser documentados e padronizados;
  4. Obtenha o envolvimento dos empregados na discussão e avaliação dos riscos, e na busca de soluções;
  5. Aprofunde-se nos conhecimentos de ergonomia e das demais necessidades físicas, metabólicas e psicológicas dos empregados. Essas são variáveis importantes quando o assunto é segurança;
  6. Avalie os riscos de cada atividade, discuta e esquematize os modos de redução desses riscos;
  7. Avalie as condições do armazém e elimine as condições inseguras (sem dó). Isso inclui iluminação, ventilação, ruídos, obstruções, manutenção de equipamentos e muitas outras coisas.
  8. Investigue a fundo as causas dos acidentes e incidentes. Registre, e trace um plano de ação para cada um.  É uma filosofia desse tipo que torna a aviação tão segura, porque cada acidente é tomado como um meio de aprender a lição e aperfeiçoar o processo para que nunca mais aconteça algo parecido;
  9. Mantenha um canal consistente de comunicação entre todos os níveis. Isso envolve feedback;
  10. Crie métricas que avaliem e valorizem a presença de situações seguras. Faça uma gestão positiva e não apenas das circunstâncias de falta de segurança. Incentive a segurança e a produtividade. Premie, torne públicas as boas ações.

O que fazer para melhorar a segurança?

Há inúmeras ações de segurança e prevençao que exigem pequenos investimentos, e muitas vezes investimento algum, mas que contribuirão para a melhoria do ambiente de trabalho. Ações assim passam despercebidas para a maioria dos gerentes e técnicos de segurança.

Que tal considerar:

  • Mastros flexíveis com bandeirolas para que paleteiras e empilhadeiras sejam visíveis acima dos páletes estacionados e possam ser vistas antecipadamente?
  • Sinalização de solo como faixas de pedestres e bloqueios visuais nos cruzamentos?
  • Espelhos convexos nas esquinas?
  • O uso de coletes ou faixas refletivas nos uniformes de seu pessoal (ao transitar pelos corredores dos armazéns)?
  • Estabelecer regras do tipo: Empilhadeira operando = proibida a passagem de pedestres.
  • O uso de formulários para o registro de condições inseguras, incidentes, e sugestões para a melhoria da segurança?
  • Pintura que destaque os pilares e as obstruções inevitáveis?

Participe ativamente do blog: 

Que outras ações de segurança você conhece ou são aplicadas nos armazéns da sua empresa?

Poste seu comentário, compartilhe suas sugestões.  De um “curtir”. Diga que gostou do que leu.

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Salve 2017 – ainda quase sem uso

Wow!  Estive fora do ar há um tempão!  Minha última postagem aqui no blog aconteceu no dia 30 de Novembro do ano passado, com a segunda parte do artigo sobre o uso de números aleatórios.
Dezembro foi um mês em que circunstancialmente estive bastante ocupado com o final do ano letivo e Janeiro foi um mês para desenvolver o “ócio criativo” durante as férias.

by Eliseeva Ekaterina in www.freeimages.com

Aproveitei para fotografar um pouco, para praticar um pouco de marcenaria, enfim deixar de respirar a poeira de armazém por um período.

E agora estamos de volta. Que todos vocês tenham um excelente 2017 com muitos novos desafios, mas também com muito riso e muitos novos amigos.

Nesta primeira postagem do ano quero falar um pouco sobre a formação complementar, aproveitando a pergunta que me foi feita por um aluno recentemente.

Pessoal:  Antes de sair gastando o suado dinheirão em MBAs e outras especializações com títulos cheios de charme e matrizes curriculares chamativas, e promessas de sucesso parecidas com as de propagandas de cigarro dos anos 1970, pensem um pouco no que realmente querem de suas carreiras.  Tenham calma para decidir a continuidade de suas vidas acadêmicas.

Analisem o que os programas estão lhes oferecendo e suas cargas horárias.  Recentemente eu vi um desses programas oferecendo quase 70 tópicos em sua matriz curricular a ser cumprida em cerca de 400 horas.  Na boa?  Especialização em que?
Muitos dos tópicos oferecidos pelos cursos que pesquisei oferecem o mesmo conteúdo ou muito pouco além do que foi aprendido, ou deveria ter sido, durante a graduação, a um custo altíssimo, sem contar o sacrifício pessoal e o tempo que será consumido.

Pensem também no seguinte: Por que vocês querem uma formação complementar? Se é porque não conseguiram obter o conhecimento necessário durante a graduação, então esse é o motivo errado.
Se querem alavancar os seus salários, procurem saber se, de fato, os cursos que pretendem serão capazes de oferecer isso.  E nesse ponto é muito importante analisar o renome da escola no mercado.

Talvez o melhor seja obter uma formação complementar em uma área afim (um conhecimento paralelo à sua formação principal), ao invés de manter a mesma linha formativa, mas de novo isso depende do rumo que se pretenda dar à carreira.

Não serei leviano a ponto de detonar todos os cursos que existem por aí como caça-níqueis. Mas que eles existem, existem!  Cuidado!

Portanto pessoal, escolham com critério.  E continuem adquirindo conhecimento de todas as fontes possíveis.  No mundo atual, com todas as facilidades trazidas pela internet, só não aprende uma coisa nova por dia quem realmente não quer.  Há cursos excelentes disponíveis gratuitamente.
Ah! Mas são em inglês!   De fato isso não é verdade, há muita coisa em português. Mas daí eu pergunto: Que diabos você fez até agora que ainda não aprendeu inglês???  Está esperando o que?

E para os que ainda não terminaram suas graduações, dediquem-se a ela como se fosse a última chance de aprender algo. Sabe aqueles canudos que vocês recebem na colação de grau?  Vou contar um segredo: Não tem nada dentro.  O único conhecimento que vocês levarão das suas graduações é aquele que ficou guardado no espaço entre a orelha esquerda e a orelha direita.

Façam o seguinte teste. Fechem os olhos, tapem o nariz e dêem um ligeiro “crock” na testa. Se o barulho fizer eco, então moçada eu lamento mas não lhes desejarei um bom 2017.

Água engarrafada ou água de torneira? Como a sua escolha impacta o planeta?

photo: freeimages.com by Andrew Beierle
Em 20 de Outubro, o New York Times publicou um artigo de Tatiana Schlossberg,  intitulado “Bottledwater ou tap: How much does your choice matter?” que instiga os leitores a responder um questionário sobre o impacto ambiental decorrente da escolha entre beber água engarrafada ou água de torneira e comenta sobre as respostas dadas pelos leitores.
Esse é um assunto que embora pareça se referir à Engenharia ambiental, tem muito a ver com logística e cadeia de suprimentos, uma vez que estamos sistemicamente envolvidos com tudo isso e, também porque é nossa responsabilidade pessoal e profissional contribuir para a sustentabilidade da cadeia de suprimentos. E ainda pelo aspecto da logística reversa que é matéria de nossa preocupação.
Alguns dados dos comentários feitos pela articulista são estarrecedores:

Consumo desproporcional de energia

A Água engarrafada custa até 2.000 vezes mais energia do que a necessária para disponibilizar a mesma quantidade de água potável na rede pública, dependendo do local em que o processamento é feito.  Tatiana alerta que embora ainda existam lugares em que a água da rede pública não seja segura, mesmo as águas engarrafadas podem não estar livre de poluentes, o que agrava a questão.
Considere o gasto desproporcional de energia motivado pelo hábito do consumo de água engarrafada. Nos EUA, que tem uma população em torno de 320 milhões de habitantes, o consumo do produto foi de 49 bilhões de garrafas no último ano.
Além disso, o que fazer com as garrafas?  Em 1950 o consumo global de garrafas plásticas era de 5,5 milhões de toneladas. Em 2009 esse consumo subiu para 100 milhões de toneladas.  Imagine o impacto disso.
Isso sem contar as embalagens plásticas de refrigerantes que, no mesmo período, teve média de 62 garrafas por habitante. 

Para onde vão as embalagens plásticas?

Nos EUA, cerca de 1/3 das garrafas são recicladas mas essa figura cai para apenas 14% no total de embalagens plásticas. Apesar do uso de energia necessário para a reciclagem, a emissão de gases estufa é menor do que o provocado pelos outros 14% que são incinerados,  ou dos 40% que vão para aterros sanitários, com tempo de deterioração ainda não completamente conhecidos mas bastante longos, ao longo do qual emitem gases de efeito estufa e poluentes.
E para onde você pensa que vão os outros 32%?  Se você pensou, para os oceanos, você acertou.  
A maioria dos poluidores marítimos está no sudeste asiático e respondem por 50% do lixo flutuante, mas quem já passou pela Baia da Guanabara sabe bem o tamanho da encrenca.
Globalmente, isso dá algo entre 5 milhões e 13 milhões de toneladas anuais  Apenas 1% disso oferece condições de retirada. O restante vai para o fundo ou é engolido por animais, com severos danos à fauna, ou ainda acaba congelado nas calotas polares.
E mesmo se colonizados por microrganismos durante o processo de decomposição, ainda assim o material plástico é agressivo porque emite substâncias tóxicas que poluem as águas oceânicas.

Esses não são os únicos impactos observados:

Citou-se o consumo de refrigerantes em garrafas plásticas. Essa quantidade, somada à  do refrigerante consumido a partir de latas ou garrafas de vidro, faz com que o consumo médio nos EUA suba para cerca de 100 litros anuais por habitante.  Segundo a Associação Médica Americana, essa é uma das causas da crescente obesidade da população.
E cidadãos obesos gastam mais energia na alimentação, no transporte, e com ar condicionado, agravando sistemicamente o clima.
Além de beber menos refrigerante e menos água engarrafada, que outras ações você poderia tomar para reduzir o impacto ambiental do consumo de plásticos?

Qual seria o impacto logístico das mudanças possíveis nessa área?
Como resolver o nó da logística reversa no caso das embalagens plásticas.

A ineficiência nossa de cada dia – Perguntas que não calam

Há muito tempo, visitando o Rio de Janeiro como turista com a família, resolvemos ir ao Pão de Açúcar.  Achei muito estranho o fato de que, no bondinho, pagamos somente a passagem de ida.  A passagem de volta foi paga lá no alto.
Daí surgiu a pergunta: Será que é muito grande o percentual dos passageiros que desce o rochedo de rapel, voando, que se joga, sei lá?  Porque não me parece fazer sentido que se cobre por trecho, algo que é o único meio de transporte para a ida e para a volta.
Mais recentemente, meu filho voltando de Ilhabela, descobriu que a passagem da balsa é paga no sentido Continente – Ilha, e novamente no retorno.  Pergunta:  Será que tem muito turista que volta à nado?  Ou a quantidade de  carros anfíbios no Brasil é muito grande?  Nesse caso não precisaria nem da balsa né!
Por que essas cobranças não poderiam ser feitas em um único evento, economizando papel, funcionários, tempo e tudo o mais?
Ontem, acompanhei minha esposa a um hospital do convênio para um pequeno procedimento dermatológico para o qual ela já havia recebido indicação através de uma consulta prévia.  Na recepção, o sempre presente dispensador de senhas numéricas.  Depois de uma espera razoável, um tempo de atendimento mais longo ainda para o preenchimento da papelada.
Depois de preenchidos todos os formulários, feitas as assinaturas, carimbos, benzeduras e outros ritos no guichê, foi solicitado a ela que se dirigisse à ala dos consultórios e aguardasse a chamada. Lá estávamos e, depois de algum tempo vem a funcionária da recepção trazendo um punhado de papeis e depositando em um escaninho na porta do consultório.

Quanto tempo se perde em atividades inúteis?

Mais um tempinho de espera e sai o médico para recolher os formulários, entra novamente no consultório (provavelmente para ler do que se trata), e depois inicia a chamada dos pacientes.  Ora, estamos em 2016, será que não seria mais prático que cada médico recebesse online a ficha dos pacientes designados?  
Ah, e antes de executar o procedimento, o médico solicitou que a paciente voltasse à recepção para preencher novos formulários para que ele pudesse realizar o procedimento.
Ora, mas se já havia uma indicação prévia declarada logo ao chegar, por que todos os formulários não foram preenchidos de uma só vez?
A conclusão é que gastamos mais tempo na recepção preenchendo a papelada do que no procedimento propriamente dito, que não chegou a demorar 5 minutos.
Em quantos outros lugares como Bancos, Correios, Postos de combustível, e mesmo de forma mais prosaica em bares, restaurantes e padarias, não nos deparamos com esse mau uso dos recursos?
Esses são apenas alguns exemplos que compõem o custo (escondido) da nossa ineficiência crônica, que derrubam o nível de serviço, e que fazem com que tudo demore mais e demande recursos desnecessários.
Sabe por que?   Porque parece que o ato de pensar está cada vez menos valorizado e a criatividade deu chá de sumiço.  Temos os recursos mas continuamos repetindo coisas do tempo em que sequer existiam computadores. Isso faz com que milhares de horas e milhões de Reais sejam gastos sem que se acrescente uma mísera gota de valor ao produto ou ao serviço.
Está na hora de cada um de nós fazer algo no sentido de eliminar a ineficiência nossa de cada dia.
E você, o que anda fazendo para racionalizar as suas atividades diárias no trabalho?

20 perguntas em uma entrevista de emprego. Você está preparado?

É comum que eu receba pedidos de conselhos sobre que armadilhas poderão estar ocultas nas perguntas feitas em uma entrevista de emprego.

A minha resposta é sempre: “Se você estiver preparado, você saberá que tipo de resposta o entrevistador espera de você. Desse modo, antes de mais nada, seja você mesmo”.

Quanto mais um candidato pretende “encarnar” um personagem, mais vulnerável ele se torna, visto que um entrevistador bem treinado poderá detectar os sinais que o seu corpo fornece involuntariamente, e mesmo as microexpressões, que contradizem mesmo a mentira mais bem contada.

Entretanto, sempre é bom estar preparado para perguntas desconcertantes, que aparentemente não tem nenhum ponto de contato com o tema da entrevista, mas que servirão para medir a sua flexibilidade, ou o modo como você encara reveses e imprevistos.

Você está preparado para responder questões como:

1. O que você come no café da manhã?
2. Qual era o seu apelido no colégio?
3. Qual foi seu primeiro trabalho?
4. Com que freqüência você se exercita?
5. Quem é (ou foi) seu mentor?
6. Quantas horas diárias você se dedica à leitura?
7. O que motiva você?  (pode ser profissionalmente ou pessoalmente)
8. O que é mais importante para você: A idéia ou a execução?
9. Qual foi o pior dia da sua vida?
10. Você reza (ou ora)?
11. Qual foi o seu maior engano?
12. De que você não poderia viver sem…?
13. Qual o seu jeito preferido de relaxar?
14. Qual a característica que você mais admira em seu chefe atual (ou ex chefe)?
15. O que é o sucesso pra você?
16. Qual foi o melhor conselho que você já ouviu?
17. Você acha importante fazer um curso de especialização e mestrado?
18. Se você pudesse ter qualquer outra profissão, o que gostaria de ser?
19. Do que você menos gosta no seu emprego atual (ou no seu último emprego)?
20. Se você pudesse ser alguém famoso, quem você gostaria de ser?
Pense bem!  Reflita sobre suas respostas!  Se você estivesse buscando um colaborador, que lhe desse as suas respostas, você o contrataria?